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Peter Max, conhecido pela arte vibrante que se tornou símbolo dos anos 60, morre aos 88 anos

17 set 2026 - 09h52
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Resumo
O artista pop Peter Max morreu aos 88 anos em Manhattan. Famoso por sua estética vibrante, psicodélica e cósmica, ele se tornou um ícone visual do movimento hippie nos anos 1960. Max retratou grandes estrelas do rock e uniu arte e comércio de forma pioneira ao licenciar obras para diversos produtos de consumo de massa. Ele defendia a popularização da arte e deixa como legado sua visão do "flower power" e dois filhos.

O artista pop Peter Max, cujas obras oníricas ‌e de cores ousadas serviram de pano de fundo artístico para o movimento hippie dos anos 1960 nos Estados Unidos e o transformaram em uma figura de destaque na arte comercial, morreu na segunda-feira aos 88 anos, após uma longa doença, informou na quarta-feira um porta-voz da família.

As visões de Max - muitas ⁠vezes influenciadas por seu amor pela astronomia - estavam por toda parte nas décadas de ‌1960 e 1970 e faziam parte da cultura jovem da época quase tanto quanto sexo, drogas e rock 'n' roll. Eram como representações artísticas de uma ‌viagem de ácido e eram, na gíria da ‌época, realmente descoladas.

As cores eram vibrantes e as imagens, surreais - paisagens ⁠cósmicas e explosões estelares, pombas e símbolos de paz flutuantes, borboletas caleidoscópicas, nuvens fofas e outras imagens do movimento "flower power". Estrelas do rock como Beatles, Jimi Hendrix e Mick Jagger foram retratados por Max, assim como seus amigos.

O ex-presidente Ronald Reagan era um admirador, e Max doou uma pintura da Estátua da Liberdade ‌à Biblioteca Presidencial Reagan.

"Seus pôsteres decorativos mostram que Max é um visionário fascinado ‌pelo tempo, pelo espaço e ⁠pela evolução", dizia ⁠uma crítica do Village Voice de 1967. "Um horizonte psicodélico profetiza o dia em que os ⁠arranha-céus poderão ser templos, quando o Rainbow ‌Room do Rockefeller Center poderá ‌ser usado para meditação."

Max morreu em um hospital em Manhattan e deixa a filha Libra e o filho Adam.

"Meu pai era meu melhor amigo", disse sua filha em um comunicado. "Sinto-me incrivelmente abençoada por ter sido tão ⁠profundamente amada e por ser filha dele."

"Espero que, além de seu notável legado artístico, as pessoas se lembrem de sua bondade, de sua gentileza e de como ele realmente valorizava levar alegria ao mundo.

EXPLOSÃO MONUMENTAL

No auge de sua carreira, Max combinava arte e comércio com ‌a mesma facilidade com que misturava cores na tela. Ele licenciou seu trabalho para cerca de 70 produtos, que acabaram aparecendo em aviões, navios de cruzeiro, ⁠lençóis, óculos, maiôs femininos, tabuleiros de xadrez e muito mais.

"Essa explosão foi monumental", disse Max à Reuters em 2007. "Eu nunca teria conseguido esse tipo de explosão apenas expondo em galerias."

Para aqueles que diziam que ele havia se vendido, Max afirmava que estava simplesmente encontrando canais para expressar seu entusiasmo artístico. Ele disse ao New York Times que, se Matisse e Picasso ainda estivessem vivos, eles também estariam tentando conquistar o mercado.

"Em nossa época, se um artista não aparece na mídia, ele não existe", declarou Max ao Times. "O mito de que um artista não é puro se ganha dinheiro é um mito errado... Do que eu tenho que me desculpar? Eu faço arte que as pessoas podem pagar. E isso as deixa felizes."

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