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Objetos de ouro bizantinos ajudam arqueólogos a desvendar passado de navio naufragado na costa da Croácia

23 jul 2026 - 14h55
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Um navio da ‌era bizantina descoberto há mais de uma década no fundo do mar, na costa sul da Croácia, provavelmente transportava uma personalidade de alto escalão e sua comitiva, a julgar pelas joias de ouro encontradas nos destroços, segundo ⁠arqueólogos.

Ao divulgarem pela primeira vez nesta quinta-feira os resultados ‌de sua escavação subaquática, que durou anos, eles afirmaram que o naufrágio pode ser datado do Século ‌7 ou 8 e que os ‌artefatos a bordo indicavam que não se ⁠tratava de um navio mercante comum.

Entre eles estavam moedas de ouro datadas da dinastia de Heráclio, composta por quatro imperadores, fivelas decoradas com rubis, esmeraldas e pérolas, e um anel de sinete de ouro com a imagem ‌do imperador "que certamente não seria usado por qualquer pessoa", ‌disse Pavle Dugonjic, chefe ⁠do Departamento ⁠de Arqueologia Subaquática do Instituto de Conservação da Croácia, à Reuters.

Sua ⁠equipe, equipada com ‌material de mergulho, passou ‌a última década revelando aos poucos a história do navio, cujos destroços se encontram perto da ilha de Mljet, no Mar Adriático.

"É uma quantidade impressionante de ⁠ouro, a maior já encontrada em um navio naufragado em todo o Mediterrâneo", disse Igor Miholjek, chefe de pesquisa do Instituto Croata de Conservação. "Ele pesa mais de 600 gramas após ‌a limpeza e restauração."

O Império Bizantino — sucessor do Império Romano e com centro em Constantinopla, hoje Istambul, na ⁠Turquia — já dominou o Mediterrâneo oriental, mas, no início do Século 8, estava mergulhado em turbulências e perdendo território.

"Para mim, é o naufrágio mais importante desse período", disse Justin Leidwanger, professor de arqueologia da Universidade de Stanford.

"Se você estiver estudando o fim do Império Romano tardio e a transição para o mundo medieval, este é um sítio fundamental para compreendermos e obtermos insights sobre como o Mediterrâneo era mantido unido por suas rotas marítimas, como se fragmentou e como o império se desintegrou."

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