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O diretor que melhor adapta os livros de Stephen King, segundo o autor

Em suas redes sociais, o escritor apareceu assistindo a uma das adaptações de sua obra e revelou quem melhor trabalhar com as suas histórias

14 out 2026 - 14h15
(atualizado às 15h53)
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Resumo
Stephen King revelou que Mike Flanagan é o melhor adaptador de suas obras, elogiando a nova versão em série de "Carrie: A Estranha", do Prime Video, e sugerindo futuros projetos em parceria. A releitura moderniza a trama original de 1974 ao focar no sofrimento da jovem com poderes telecinéticos sob o impacto atual das redes sociais, da saúde mental e do cyberbullying, contando inclusive com a colaboração de adolescentes na sala de roteiro para retratar com precisão a crueldade virtual.

Ao longo dos anos, diversas obras de Stephen King foram adaptadas para a TV e o cinema, por diferentes cineastas. Mas quem o "Mestre do Terror" considera o responsável por melhor adaptar as suas obras

Stephen King
Stephen King
Foto: Mathew Tsang/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), o escritor apareceu assistindo à nova adaptação de Carrie: A Estranha, que chegou ao Prime Video recentemente, e revelou que Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill), responsável pela novidade, é quem melhor faz uso do seu trabalho:

"Espero que vocês façam o mesmo. Foi dirigida por Mike Flanagan, e ele é o melhor adaptador do meu trabalho. E, se vocês gostarem e pessoas suficientes assistirem, talvez façamos outra coisa realmente especial. Mas não posso falar sobre isso", afirmou. Confira o vídeo:

Qual é a história de Carrie: A Estranha?

Descrita como uma releitura contemporânea da obra publicada por Stephen King em 1974, a série acompanha Carrie White, uma adolescente tímida e isolada que vive sob o rígido controle da mãe, Margaret White, uma mulher extremamente religiosa e controladora. Após a morte repentina do pai, Carrie é obrigada a frequentar uma escola pública, onde rapidamente se torna alvo de uma intensa campanha de bullying.

Na nova versão, porém, a perseguição ultrapassa os corredores da escola e ganha força nas redes sociais, ampliando o impacto psicológico sobre a protagonista e toda a comunidade. Enquanto enfrenta a crueldade dos colegas, Carrie descobre que possui poderes telecinéticos, que se tornam cada vez mais intensos durante a adolescência e acabam desencadeando uma sequência de acontecimentos devastadores.

Horror atualizado para os dias atuais

Durante a San Diego Comic-Con, Mike Flanagan explicou que não pretende refazer o clássico filme dirigido por Brian De Palma em 1976, mas retornar ao romance original para contar uma história conectada aos desafios enfrentados pelos adolescentes atualmente. "O mundo mudou muito", afirmou o cineasta, destacando que temas como redes sociais, saúde mental, violência escolar e a permanência dos erros na internet estarão presentes na narrativa.

Para tornar a adaptação mais autêntica, Flanagan revelou que convidou adolescentes para participarem da sala de roteiristas. Segundo ele, os relatos ajudaram a construir situações de microagressões, assédio e violência psicológica que refletem o cotidiano da juventude.

"Eles compartilharam situações chocantes, tratamentos constantes e microagressões. Vamos explorar como a internet incentiva, recompensa e amplia a crueldade. Isso é horrível para adultos e ainda mais para adolescentes", explicou. Assista ao trailer da novidade a seguir:

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