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Na onda de Kelvin e Rayssa: onde praticar e aprender a andar de skate em SP

De espaços públicos a opções indoor, não faltam lugares para se inspirar em astros do esporte, como Rayssa Leal e Kelvin Hoefler

30 jul 2021 05h10
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Meio de transporte ou esporte radical? Um pouco dos dois - e mais um pouco. Depois de anos sendo marginalizado, o skate marcou, pela primeira vez, seu espaço nas Olimpíadas e se tornou assunto por todo o Brasil, com as medalhas de prata em Tóquio de Kelvin Hoefler e da fadinha Rayssa Leal, de 13 anos. Em São Paulo, há diversos espaços especializados para quem se animou a aprender ou praticar.

Para começar, é preciso equipamento de segurança (capacete, cotoveleira, joelheira e wrist guard, uma espécie de luva protetora), um tênis apropriado, com sola reta, e um bom aparelho. "Hoje, ter um skate bom é 70% do seu 'rolê'. Ele que te ajuda a praticar", explica o skatista profissional Cris Fernandes.

Há diversos tipos de skate, que devem ser escolhidos de acordo com o objetivo desejado. "Para quem quer começar, eu indicaria o street, mas depende muito do que a pessoa quer fazer com o skate. É pra fazer uma manobra ou tomar um ventinho na cara?", brinca Ricardo Pires (@ricardopires1976), que dá orientações de skate há mais de 20 anos.

Há três tipos de skate: street, longboard e cruiser. O primeiro é o mais famoso e o mais indicado para fazer manobras técnicas. O segundo vai na linha do surfe e tem um shape (madeira onde apoiamos o pé) e rodinhas maiores do que o comum. Eles são indicados para passeios e garantem maior velocidade para o skatista. Já o último, são os mais indicados para o dia a dia, por isso mesmo são bastante usados como meio de transporte. É geralmente mais leve e menor, com rodas que ajudam a passar por obstáculos da metrópole paulista.

"Todos tem a sua facilidade. Para quem quer começar, eu indicaria o street, mas depende muito do que a pessoa quer fazer com o skate, do porquê ela está aprendendo. É pra fazer uma manobra ou tomar um ventinho na cara?", brinca Ricardo.

A resposta vai ajudar muito a escolher o lugar de prática também. Hoje são diversas opções espalhadas por São Paulo: parques, pistas fechadas, ruas abertas. Para iniciantes, o ideal é se manter no flat (pisos lisos e retos). Mas ao pegar habilidades, aprender a "fazer a remada" (gíria para o empurrão com o pé traseiro) e ter equilíbrio, é possível até arriscar um carving, que envolve fazer grandes curvas no chão plano em uma descida suave, ou um drops (descer rampa ou outra estrutura a partir do topo).

?Sim, aprender skate é também aprender um pouquinho de inglês. Isso porque o esporte veio diretamente da Califórnia, nos Estados Unidos, assim como seus nomes de manobras, peças e até jargões. Por exemplo, será que você é 'goofy' ou regular? Tradução: seu pé direito fica na frente ou atrás do skate? "É bem importante aprender os jargões porque assim o professor vai falando os nomes para o aluno e ele já sabe o que fazer com o pé. Mas é etapa por etapa", acalma Ricardo.

O americanismo está presente também nos nomes das pistas: half pipe (mini rampa), street (local que imita a rua, com corrimão, escada, guia), bowl, uma espécie de piscina, e tantas outras modalidades. "Para iniciantes, eu realmente não indico ladeira. Mesmo com equipamento de segurança, você pode trançar as pernas e o skate te dar uma rasteira, o que pode gerar uma lesão grave. O mesmo serve para a ciclovia. Ali, a pessoa tem de ter um pensamento muito rápido, porque numa fração de segundos pode acontecer qualquer coisa", alerta ele.

Tenha em mente que os tombos serão inevitáveis. "A gente ensina a pessoa a cair, ou seja, saber se proteger, se esquivar, saber sair na hora certa de cima do skate", ensina Ricardo.

Para aqueles que já querem entrar em um intensivão do esporte, o Brasil Skate Camp, criado por Cris Fernandes, será reaberto, com a nova temporada marcada para janeiro de 2022. As inscrições abrem dia 7 de agosto no site brasilskatecamp.com.br. As crianças passam quatro dias no Acampamento Acamerê Vips, próximo à capital paulista, com seis pistas diferentes, aulas, hospedagem e alimentação incluídas. O valor é R$ 1.490 e pode ser parcelado. Confira, abaixo, onde treinar em São Paulo.

R2 Skatepark

Por R$ 30, você pode aproveitar duas horas de streetpark com Street e Bowl de madeira. Rua Neves de Carvalho, 483, Bom Retiro. 2ª e 6ª, 10h- 20h; 3ª a 5ª, 14h-23h; sáb. e dom., 8h-20h (das 8h às 10h30, apenas aulas de skate. Tem skateshop e lanchonete; (11) 2309-7623.

Praça Franklin Roosevelt

O lugar mais famoso de São Paulo para treinar fica entre as ruas da Consolação e Augusta, no bairro da Bela Vista. Desde 2014, o espaço de 1,5 km² com escadas, bancos e rampas recebe skatistas. Aos domingos e feriados, a ciclofaixa de lazer, que passa ali na frente, também é um ótimo local de treino. Grátis. Há outras opções na região central. Uma delas é a Pista de Skate Dom Pedro II, com opções para todos os níveis de skate e funcionamento 24h. Av. do Estado, 52.503; metrô Pedro II. Outra é o Parque do Chuvisco, com com 29 obstáculos numa área de 1.420 m² de pista plana e 750 m² de pista inclinada. Rua Ipiranga, 792; diariamente, 7h- 19h.

Centro de Esportes Radicais

Conta com pista de skate em formato de U, bowl, banks (espécie de piscina mais rasa) e um Skate Street, com rampas e escadarias. Avenida Presidente Castelo Branco, 5.700; diariamente, das 7h-22h. Grátis; (11) 3224-9159, Instagram: @centrodeesportesradicais.

Brasil Skate Camp

Além de aulas, é possível alugar a pista por R$ 30 a cada duas horas. Rua das Macieiras, 249, Casa Verde. 3ª a 5ª, 14h-19h; 6ª, 14h-21h; sáb., 12h-20h. Neste dia, as aulas avulsas saem por R$ 90; www.brasilskatecamp.com.br.

Parque da Independência

Apesar de ser proibida a circulação de bikes, skates e patinetes na parte superior do parque, é permitida a prática dos esportes entrando pela Rua dos Patriotas em direção ao Monumento à Independência. Diariamente, das 5h-20h. Metrô Alto do Ipiranga (Linha Verde). Av. Nazareth, s/nº.

Arena Radical

O espaço conta com cinco pistas de skate e oferece aulas e equipamentos. Para quem já sabe andar, a taxa diária é de R$ 15 nos dias de semana e R$ 20 nos finais de semana para uso da pista. Alunos da rede pública não pagam a taxa. Praça Augusto Rademaker Grunewald, 37, na Vila Olímpia. 2ª a 6ª, 14h-21h; sáb. e dom., 9h-21h. Tel.: (11) 97623-7568; www.arenaradical.com.br.

Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari

Interligados, os parques são perfeitos para treinar. O Portinari já foi palco da Vans State Park, que fechou temporariamente por conta da pandemia e ainda não tem previsão de abertura. Por enquanto, o visitante pode aproveitar a Ladeira do Skate. Ambos têm entrada gratuita e funcionam das 5h30 às 19h. Cândido Portinari: Av. Queiroz Filho, 1.365; Villa-Lobos: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2.001.

Centro de Esportes Radicais de São Paulo
Centro de Esportes Radicais de São Paulo
Foto: Alírio de Castro/Instagram / Estadão

Cidade do Skate

Com duas unidades em São Paulo, a Skate City oferece pistas cobertas com opções de bowls, banks e streets. Na unidade Bresser, no Belenzinho , são 800 m² de pistas, distribuídas em dois pisos. Rua Coronel Albino Bairão, 356; sessão de 2h de R$ 20 a R$ 30. 3ª a 6ª, 14h-20h; sáb. e dom., 9h-17h; www.skatecity.com.br.

Praça Paulo Sella Neto

O nome do skatista, também conhecido como Tin Tin, serve para indicar a praça localizada na Av. Sargento Miguel de Sousa Filho, 159, próximo à Via Dutra. Conta com pista para andar de skate gratuitamente. Aberto 24h.

André Hiena Skatepark

Na zona sul, a pista inaugurada em 1994 conta com escadas, bordas, corrimão e várias rampas para o treino. Complexo Viário Maria Maluf; aberto 24h.

Pista do CavePool
Pista do CavePool
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

Red Beach

A rede de lojas especializada em surfe e skate conta com uma rampa para treino na Rua José de Almeida, 1.469, Vila Gustavo. Aula coletiva R$ 60/hora; individual. R$ 125/hora; @redbeachaulasdeskate. 2ª, 15h-22h; 3ª a 6ª, 10h-22h; sáb. 10h-18h. O professor Celso Galani ensina a prática lá e na Base In Box (@base.in.box), que reabre neste sábado (31). R. Dr. Augusto Miranda, 835; 2ª a 6ª, 9h-22h; sáb. e dom., 9h-20h. Sessão de 2h, R$ 25; aulas individuais, R$ 150. Agendamento pelo WhatsApp (11) 98587-1423 .

Ar livre

O local popularmente chamado de parque do skate da Sumaré, o Zilda Natel, fica na Av. Dr. Arnaldo, 1250. O espaço é gratuito, mas o capacete é obrigatório dentro das pistas de street, banks e half pipe. Aberto diariamente das 9h às 21h. Ali pertinho, no centro da cidade, o Vale do Anhangabaú também é um bom ponto visitado pelos skatistas. O espaço conta como um pista de skate novinha, construída para a prática de street - modalidade que rendeu a primeira medalha olímpica brasileira.

Pra curtir

Localizado no bairro do Butantã, na avenida Eliseu de Almeida, 984, a CavePool oferece aulas de skate (R$320 pacote de 4 aulas), comida, aluguel de pista (às sextas, a sessão de seis horas sai por R$10) e shows de música. O local funciona todos os dias, das 8h às 22h, tendo horários reservados para as aulas dentro desse período. Aos domingos, abre das 12h às 22h, sendo que o horário até às 15h é reservado para a sessão das minas. Informações pelo whatsapp: (12) 99123-7146.

Zona oeste

Com espaços em Pinheiros (R. Padre Carvalho, 696) e na Vila Mariana (R. Morgado de Mateus, 65), o Bowlhouse é um lugar para aproveitar a noite. Além de bowl, mini ramp, escola de skate e skateshop, o ponto conta com galeria, bar, lanchonete e palco para bandas e DJs. As sessões de skate custam R$ 20 para o dia inteiro de uso. www.bowlhouse.com.br. Já na Barra Funda, na rua Rubens Meireles , 357, tem a Rajas Skatepark, uma escola e academia de Skate. Com pistas cobertas, street e bowls, o local conta com estacionamento, café e vista panorâmica. As aulas individuais para adultos e crianças tem preço a partir de R$ 170. O local funciona todos os dias, sendo de segunda a sexta das 15h às 21h e finais de semana das 07h às 15h. Agendamentos pelo site: www.rajas.com.br

Estadão
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