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Spotify diz que investimentos em IA estão 'totalmente sob controle' e aposta em ferramenta de remix para próxima fase

Co-CEOs da plataforma responderam a investidores preocupados com gastos em inteligência artificial e revelaram detalhes sobre a ferramenta que permitirá que usuários remixem músicas de artistas parceiros

8 ago 2026 - 10h13
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O Spotify usou a divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2026 para tranquilizar investidores preocupados com os gastos crescentes em inteligência artificial. Os co-CEOs Alex Norström e Gustav Söderström explicaram (via Billboard), que os custos com IA estão "sob controle" e os produtos desenvolvidos com a tecnologia mostram "forte momentum". As despesas operacionais cresceram 3% na comparação anual, chegando a 941 milhões de euros, mas Söderström fez questão de contextualizar o número. "O crescimento das despesas operacionais não vem de pessoas; vem de infraestrutura computacional e marketing. Ambos são variáveis e estão totalmente sob nosso controle, e continuaremos investindo em IA nos nossos próprios termos", afirmou.

Logo do Spotify
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Foto: Peter Dazeley/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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A empresa usa modelos de diferentes fornecedores de IA — incluindo a Anthropic — e afirma controlar rigidamente tanto o uso interno quanto o uso pelos consumidores dessas plataformas. "Isso significa que a curva de custos também está sob nosso controle", disse Söderström. A postura contrasta com a de grandes empresas de tecnologia que têm enfrentado questionamentos crescentes de acionistas sobre o retorno dos investimentos massivos em inteligência artificial, e o Spotify claramente quis se distanciar desse cenário ao apresentar seus números.

O principal produto de IA em desenvolvimento é a ferramenta de remix, que permitirá que assinantes premium recombinem faixas de artistas que optarem por participar, com compensação e crédito garantidos. O coletivo de selos independentes Merlin se juntou à Universal Music Group no licenciamento de música para a iniciativa. Apesar da adesão crescente, Söderström reconheceu que muitos artistas ainda são céticos. "O que estamos fazendo é algo diferente, e os artistas percebem que nossos produtos são sobre artistas reais, não artistas falsos. No caso dos remixes, artistas reais com vozes reais", disse.

O lançamento da ferramenta não tem data definida, mas o Spotify deve disponibilizar uma prévia para um grupo limitado de usuários antes de ter um catálogo completo, começando com faixas de artistas específicos para coletar feedback e aprimorar o modelo. "Vamos deixar fãs de um determinado artista começarem a fazer remixes com músicas daquele artista", explicou Söderström. O executivo também deixou claro que a empresa não precisa de acordos com todas as gravadoras para lançar a ferramenta, lembrando que o Spotify estreou sem licença para transmitir artistas como Beatles e Metallica. "Gostaríamos de ter o máximo de artistas possível, mas não esperamos ter todos."

Com 777 milhões de usuários ativos mensais e 300 milhões de assinantes premium, o Spotify se posiciona como um dos atores mais bem posicionados para o desenvolvimento de IA aplicada à música. "Temos 777 milhões de pessoas e fãs de música para fazer aprendizado por reforço, o que é por isso que acreditamos estar muito bem posicionados nesse negócio", disse Söderström.

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