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Roupa Nova no Rock in Rio: 'os críticos hoje não estão mais aí, e a gente continua'

Banda lidou com comentários negativos por parte da imprensa em determinados momentos da carreira, mas mostrou ter o prestígio do público no festival carioca

15 set 2026 - 10h36
(atualizado às 10h42)
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Resumo
Com quase 50 anos de carreira, o Roupa Nova celebrou sua longevidade e superação do preconceito da crítica em show histórico com Guilherme Arantes no Rock in Rio. Os músicos destacaram que conquistaram o respeito com o tempo, enquanto antigos detratores desapareceram. O grupo também homenageou o falecido vocalista Paulinho, hoje integrado por Fábio Nestares, e empolgou a Cidade do Rock com um repertório repleto de clássicos populares que marcaram gerações e foram cantados em uníssono pelo público.

Roupa Nova é uma das bandas mais bem-sucedidas e longevas do Brasil. São quase 50 anos de estrada e inúmeros sucessos na carreira. Entretanto, foi alvo de críticas por parte da imprensa, durante muito tempo, justamente devido ao seu apelo popular.

Roupa Nova em entrevista à Rolling Stone Brasil
Roupa Nova em entrevista à Rolling Stone Brasil
Foto: reprodução / Rolling Stone Brasil

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No Palco Sunset do Rock in Rio 2026, porém, o grupo provou que o tempo cura tudo, em uma apresentação ao lado de outro artista que recebeu esse mesmo tipo de crítica: Guilherme Arantes. Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil durante o festival, os integrantes refletiram sobre esse tipo de comentário recebido ao longo da carreira.

Segundo o tecladista Ricardo Feghali, isso é coisa do passado:

"Acho que a gente conseguiu conquistar as pessoas e conseguiu conquistar os críticos, porque hoje temos um respeito muito grande. Tenho certeza do que estou falando. No início tinha essa coisa de que a gente era uma 'banda de baile', esse preconceito, mas depois a coisa mudou bastante."

O baterista Serginho Herval foi mais ferino com relação a quem detonava a banda antigamente. Ele apontou como esses detratores na imprensa perderam sua importância ao longo dos anos, enquanto o Roupa Nova seguiu em frente:

"Acho que esses 46 anos que completamos agora no mês de agosto falam por si só. Os críticos que criticavam hoje não estão mais aí. Essas pessoas sumiram. A gente continua."

Os membros ainda fizeram questão de lembrar o legado do vocalista principal Paulinho, falecido em 2020 por complicações de covid-19. De acordo com o baixista Nando, mesmo que Fábio Nestares tenha assumido o posto do finado companheiro, a banda age como se não tivesse perdido integrantes:

"A nossa história é tão curiosa, as coisas acontecem de uma tal forma. Temos o Fábio, que é de uma competência, o público adora ele desde que substituiu o Paulinho — que de alguma forma ele está aqui. Como que ele não está aqui? Claro que está. Hoje somos sete, porque o Fábio tá aqui, entregando tudo no mesmo nível, com a mesma sinceridade, com o mesmo coração."

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Veredito Rolling Stone Brasil

Em sua resenha do show Roupa Nova convida Guilherme Arantes, Igor Miranda apontou como, apesar da fama de brega de ambos os artistas, o envolvimento do público presente na Cidade do Rock na apresentação mostra o impacto da obra. Todo mundo cantou o set inteiro, porque só havia clássicos:

"Capricho musical não é cafona. Se fosse, então o povo seria cafona, porque praticamente todas as 15 músicas executadas por eles na tarde de segunda-feira, 7, foram cantadas. Da abertura com 'Sapato Velho' ao encerramento com 'Whisky a Go-Go', passando pela acalentadora 'Dona', o aceno evidente ao AOR com 'Chama', a célebre versão para 'Maria, Maria' (Milton Nascimento) performada desta vez com seis percussionistas mulheres, a bela 'Volta Pra Mim' (dedicada ao saudoso cantor Paulinho) e por aí vai. Até mesmo a música-tema do Rock in Rio e o 'Tema da Vitória', tocados na ocasião, são gravações deles. Impressiona."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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