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Foo Fighters dá ao Rock in Rio 2026 o que se espera de uma grande banda

Em quase duas horas no palco, o carismático Dave Grohl comandou a massa na Cidade do Rock após sete anos de ausência

5 set 2026 - 02h42
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Resumo
O Foo Fighters encerrou a primeira noite do Rock in Rio 2026 com um show vigoroso de duas horas no Palco Mundo, liderado pelo carismático Dave Grohl. Divulgando o álbum Your Favorite Toy, o grupo destacou o baterista Ilan Rubin, homenageou o falecido Taylor Hawkins em Aurora e empolgou a multidão com clássicos como My Hero, Learn to Fly e a tradicional Everlong no final. A apresentação reafirmou a força da banda no festival com uma performance competente e repleta de sucessos históricos.

Uma coisa é certa no show do Foo Fighters: Everlong é sempre a última canção. Foi assim na madrugada deste sábado, 5, quando Dave Grohl e sua turma encerraram a primeira noite do Rock in Rio 2026 no Palco Mundo. O mais importante, porém, é o que a banda faz nas 23 músicas que antecedem Everlong. O festival esperava havia sete anos para ver o vigoroso — e longo — show da banda novamente. Foram quase duas horas no palco.

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Muito do que ocorre no palco está na conta do carismático Grohl, velho conhecido do mundo do rock — ele foi baterista do Nirvana. Ele canta, masca chiclete e comanda a massa — tudo ao mesmo tempo. A turnê é baseada no mais recente álbum, Your Favorite Toy, o primeiro disco de estúdio com o baterista mais recente do grupo, Ilan Rubin (ex-Nine Inch Nails). A morte do baterista Taylor Hawkins, em 2022, aos 50 anos, abalou a banda e seus fãs.

A banda Foo Fighters, no Palco Mundo, encerrou o primeiro dia do Rock in Rio 2026
A banda Foo Fighters, no Palco Mundo, encerrou o primeiro dia do Rock in Rio 2026
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Mas eles seguem em frente. Your Favorite Toy, álbum lançado este ano, é mais alto-astral que o penúltimo, But Here We Are, feito após a morte de Hawkins. Dele, eles tocaram Window. O forte mesmo, no entanto, são as músicas mais antigas da banda, que já ultrapassa os 30 anos de carreira.

Aquele coro de encher a Cidade do Rock veio com My Hero, a sexta música do setlist. Ela é seguida por Learn to Fly, um dos maiores hits da banda. É para ninguém ter tempo de respirar mesmo. Mas também teve catarse em Monkey Wrench, do público e do baterista Ilan Rubin. E ainda em Breakout, quando a banda fez uma paradinha para ouvir o coro dos fãs.

O telão do Palco Mundo refletiu a grandeza da apresentação do Foo Fighters
O telão do Palco Mundo refletiu a grandeza da apresentação do Foo Fighters
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A banda repetiu a homenagem a Hawkins em Aurora, tal como fez no The Town em 2023. Grohl pediu que o público fizesse um grande barulho para homenagear o ex-companheiro de banda. Rubin representou Hawkins com louvor nas baquetas.

Foo Fighters é isso: o arroz com feijão bem-feito no rock. E gostoso de ver e ouvir. A propósito, o imenso telão em que o Palco Mundo se tornou nesta edição é realmente de encher os olhos — e eleva o espetáculo que o festival promove ao escalar, em tempos em que os line-ups cada vez mais se repetem, uma banda que justifica estar novamente no Rock in Rio.

Estadão
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