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Rashid lança 'Cumulonimbus', álbum com Emicida, Projota e Luedji Luna que convida o rap a reencontrar suas origens

Com 15 faixas, o novo disco do rapper paulistano usa a metáfora das nuvens que antecedem tempestades para reunir memórias e reflexões sobre duas décadas no hip hop

12 ago 2026 - 12h05
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Quase vinte anos depois de o rap mudar sua vida, Rashid volta ao ponto de partida — não para repetir o que já foi feito, mas para entender o que ficou pelo caminho. Cumulonimbus, novo álbum de estúdio do rapper e compositor paulistano, chegou às plataformas digitais com 15 faixas e um elenco de participações que inclui Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, Rael, Paula Lima, MC Neguinho do Kaxeta, Jota Ghetto, Slim Rimografia e Flávia K. A pergunta que atravessa o disco é direta: o que fez você se apaixonar pelo rap?

Rashid
Rashid
Foto: Renato Nascimento / Rolling Stone Brasil

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O título vem da meteorologia. Cumulonimbus são nuvens que se formam pelo acúmulo de energia e anunciam grandes tempestades, e é exatamente assim que Rashid descreve o disco: um "álbum de descarrego", o momento em que tudo o que foi acumulado ao longo dos anos finalmente encontra uma forma de se manifestar. Segundo material de divulgação enviado à imprensa, o projeto revisita os elementos fundamentais do rap — beat, rima, colagens, samples — não como um exercício nostálgico, mas como uma tentativa de manter viva a chama que um dia transformou a trajetória do próprio artista. "A gente se sentia capaz de tudo depois de ouvir um rap, capaz de mudar o mundo e de quebrar qualquer muro no peito", disse Rashid.

A direção musical do projeto é assinada por Grou e Rashid, com mixagem de João Milliet e masterização de Mike Bozzi. O repertório transita por diferentes territórios sonoros: "L'Appel du Vide" reúne Kamau e Luedji Luna em uma das apostas mais ousadas do disco; "Ouro, Mirra e Incenso" coloca Emicida e Projota na mesma faixa pela primeira vez; "Olha Bem" traz um sample de "O Começo", de Gonzaguinha; e a faixa de abertura, "Cumulonimbus", cita "Paula e Bebeto", composição de Milton Nascimento e Caetano Veloso.

Cumulonimbus também marca o nascimento do Defensores da Arte do Gueto, movimento idealizado por Rashid para criar espaços de encontro, debate e ação com quem acredita no potencial transformador da cultura hip hop. A ideia reforça o que o disco defende em música: que o rap nunca foi apenas produto, mas uma experiência coletiva, capaz de mudar vidas. "Existe uma coisa difícil de explicar para quem nunca viveu isso: quando o hip hop te encontra, alguma coisa muda para sempre. É como ser picado por um bicho que não te deixa em paz", disse o rapper.

https://open.spotify.com/album/2oM08HKSXGEuxgtlJ5HwNy

Rashid soma mais de 650 milhões de reproduções nas plataformas digitais, certificações Platina Dupla e Diamante e uma discografia que inclui A Coragem da Luz (2016), CRISE (2018), Tão Real (2019), Movimento Rápido dos Olhos (2020) e PORTAL (2024). Ao longo da carreira, colaborou com Mano Brown, Liniker, Lenine, Péricles, Duda Beat, Criolo e BK', entre outros. Também é autor do livro Ideias que Rimam Mais que Palavras (2019) e da HQ Soundtrack (2021), em uma trajetória que conecta música, literatura e audiovisual com a mesma consistência. Cumulonimbus é o sexto álbum de estúdio — e, segundo o próprio artista, o mais honesto dos últimos anos.

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