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R. Kelly pede a Trump que comute sua pena de 30 anos de prisão; Casa Branca chama pedido de 'solicitação aleatória'

O cantor de R&B, em desgraça, foi condenado por extorsão e tráfico sexual

16 jul 2026 - 15h46
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O criminoso sexual condenado R. Kelly apresentou um pedido formal ao presidente Donald Trump para que sua pena de 30 anos de prisão seja comutada, segundo registros disponíveis no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

R. Kelly em junho de 2019
R. Kelly em junho de 2019
Foto: Getty Images / Rolling Stone Brasil

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O pedido de clemência foi tornado público nesta semana, informou inicialmente o Chicago Tribune. Ele aparece como um processo pendente no Escritório do Advogado de Perdões da Casa Branca.

O site do Departamento de Justiça informa que Kelly solicita apenas uma comutação de pena — que reduziria o tempo de prisão — e não um perdão presidencial completo. Os documentos apresentados em apoio ao pedido não foram divulgados.

"Isso parece ser apenas um envio aleatório pelo portal público, por meio do qual qualquer pessoa pode apresentar um pedido", afirmou um funcionário da Casa Branca à Rolling Stone. "O envio de um pedido de perdão não deve ser interpretado como qualquer outra coisa além do fato de que um indivíduo decidiu fazer uma solicitação. A equipe da Casa Branca responsável por analisar pedidos de clemência não está acompanhando esse caso neste momento. A Casa Branca possui um processo rigoroso de análise para todos os pedidos de clemência, sendo o presidente o responsável pela decisão final."

Kelly, de 59 anos, foi condenado em todas as acusações em um julgamento realizado em 2021 em um tribunal federal no Brooklyn. Os jurados o consideraram culpado por extorsão, tráfico sexual, exploração sexual de menores, sequestro e trabalho forçado.

Em junho de 2025, seu advogado, Beau B. Brindley, apresentou um pedido para que Kelly fosse submetido a um novo julgamento, além de solicitar sua libertação imediata sob fiança devido a problemas de saúde e a uma suposta conspiração para matá-lo. O advogado alegou que Kelly foi privado de tratamento para coágulos sanguíneos perigosos nos pulmões e que "um supremacista branco assumido" afirmou que funcionários da prisão o recrutaram para atacar o cantor enquanto ele estava sob custódia.

Em uma coletiva de imprensa realizada naquele mês, Brindley disse que pretendia recorrer diretamente a Trump em busca de ajuda. "R. Kelly não tem tempo, com sua vida em risco, para seguir os trâmites normais", afirmou Brindley, segundo o Chicago Tribune. "Vou pedir ajuda ao presidente Trump, porque precisamos dele."

Brindley não respondeu ao pedido de comentário da Rolling Stone na quarta-feira.

Durante o julgamento no Brooklyn, o júri concluiu que Kelly manteve relações sexuais com garotas menores de idade e subornou um funcionário público para emitir um documento de identidade falso, permitindo que ele se casasse com a cantora Aaliyah, então com 15 anos. Segundo a acusação, Kelly acreditava que ela estava grávida e imaginava que o casamento o livraria da prisão.

Um juiz federal em Chicago ainda não decidiu sobre o pedido de novo julgamento apresentado por Kelly. No entanto, sua solicitação para responder ao processo em liberdade mediante fiança foi negada.

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