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"Quero fazer todo tipo de música", diz Mayer Hawthorne antes de SP

2 fev 2012 - 16h14
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Rafael Machtura

Mayer Hawthorne é um músico eclético. Os óculos de aro grosso e o terninho de bom moço podem até enganar à primeira vista, mas é só escutar as músicas de seu segundo disco, How Do You Do, lançado em outubro passado, para perceber que ele vai do soul ao hip-hop, passando pelo new wave e jazz em poucos acordes. E é exatamente isso que ele procura: a fusão de gêneros. "Eu escuto todo tipo de música e quero fazer todo tipo de música. Só espero que as pessoas continuem do meu lado", disse ao Terra o cantor, produtor e DJ antes de se apresentar pela segunda vez em São Paulo (Cine Joia) e no Rio de Janeiro (Circo Voador), nos dias 2 e 3 de fevereiro. Antes disso, Hawthorne passou pelo M/E/C/A Festival, na praia de Xangri-lá (RS), no dia 28 de janeiro.

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Assim como a estreia A Strange Arrangement, o segundo trabalho foi produzido e quase todo gravado por Mayer, o que lhe deu mais segurança para misturar estilos musicais diversos. "Este álbum incorporou mais das minhas outras influências musicais. O primeiro era muito Motown e soul, bem mais dividido. Eu escuto heavy metal, punk e bossa nova, então por que faria um disco com apenas um estilo? Com esse disco eu decidi libertar todas minhas outras influências", explicou.

Temor de muitos outros músicos, a mudança e a mistura de gêneros logo no segundo álbum não assustaram o norte-americano de 32 anos, que contou não ter ficado preocupado com a reação de um público ortodoxo. "Eu me diverti tanto gravando esse disco que mesmo se as pessoas o odiassem e minha carreira acabasse eu ainda estaria feliz. Não faço música para todos gostarem, faço canções que acho boas e divertidas. Definitivamente, há pessoas que não gostaram, mas acho que há muito mais novas pessoas que estão ouvindo e gostando".

Com 13 canções, How Do You Do ainda traz uma raridade: a participação de Snoop Dogg cantando soul e não hip-hop. "Eu fiz um remix para o último álbum dele, então Snoop me perguntou o que poderia fazer para participar do meu disco. Eu disse que não havia nenhum rap, mas mesmo assim ele não ficou com medo. Na verdade, ele estava bem empolgado e fez um trabalho fenomenal", disse Hawthorne sobre a colaboração do rapper. "É definitivamente um disco melhor que o primeiro. A produção está melhor, os arranjos, as composições, a gravação, tudo está melhor. Espero que seja sempre assim".

Em sua primeira passagem pelo Brasil, no Summer Soul Festival de 2011, o cantor teve a oportunidade de tocar com Amy Winehouse, experiência que diz guardar para sempre. "Eu fui o último artista a fazer turnê com ela e estou muito agradecido pelo tempo que passamos juntos. Amy foi uma das pessoas mais doces que conheci".

Mas foram outras mulheres que chamaram a atenção do bem apresentado Hawthorne no País: as brasileiras, com quem se divertiu bastante. "Elas são incríveis, nada a reclamar das mulheres daí. Eu tocaria para elas em qualquer momento", disse, rindo.

Sobre as apresentações de São Paulo e Rio de Janeiro, o cantor não vê comparações com as grandes apresentações do Summer Soul Festival. "Não importa o tamanho do lugar, o melhor lugar é sempre onde a plateia está. Não importa se é a sala da casa de alguém ou um grande estádio, é sempre uma festa, com as pessoas dançando e se divertindo".

Mayer Hawthorne tocou seus sucessos na festa de Ano-Novo de Las Vegas, nos Estados Unidos
Mayer Hawthorne tocou seus sucessos na festa de Ano-Novo de Las Vegas, nos Estados Unidos
Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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