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Quando Leo Jaime recusou cantar no Barão Vermelho — e indicou Cazuza no lugar

Em vídeo publicado pelo C6 no Rock, músico relembra a história em detalhes

25 ago 2026 - 10h49
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Resumo
Em 1981, Leo Jaime foi convidado para ser o vocalista do Barão Vermelho, mas recusou a proposta por já integrar outros projetos e achar o som pesado para seu estilo. Impressionado com o talento vocal e as composições do amigo Cazuza, Leo o indicou para a vaga. A entrada de Cazuza e sua parceria com Roberto Frejat transformaram o grupo, que antes tocava covers, em um dos maiores nomes do rock brasileiro, até o cantor iniciar sua carreira solo em 1985.
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A história do Barão Vermelho poderia ter sido bem diferente. Em 1981, quando Guto Goffi e Maurício Barros procuravam um vocalista para a banda que estavam montando no Rio de Janeiro, o primeiro nome cotado foi o de Leo Jaime. Ele foi até um ensaio, mas já integrava três bandas e considerou o som pesado demais para seu estilo. Não foi embora sem deixar uma indicação de um amigo.

Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza
Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza
Foto: Divulgação / Rolling Stone Brasil

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Em um vídeo publicado no Instagram do C6 no Rock, Leo Jaime contou pela primeira vez, em detalhes, como tudo aconteceu. Antes de indicar Cazuza ao Barão Vermelho, ele foi o primeiro a ouvir uma composição do amigo.

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Estava Leo na casa do amigo, em Ipanema, tocando violão e mostrando músicas novas. Num momento, Cazuza pegou o instrumento da mão dele e começou a tocar. Leo ficou surpreso — não sabia que o amigo tocava violão. Ficou ainda mais surpreso com a música: "Eu achei linda e falei: 'Nossa, de quem é essa música?'", contou. Cazuza respondeu que havia composto naquela semana e Leo ficou espantado. Segundo ele, "levou umas 100 músicas para fazer uma que considerasse boa o suficiente para mostrar" — e a primeira de Cazuza já era excelente. Disse isso a ele, Cazuza agradeceu e pediu segredo: "Não conta para ninguém que eu fiz isso, porque senão eu corto relações".

Leo saiu daquela tarde com um segredo guardado e uma certeza: o amigo precisava cantar. Passou a convidá-lo para se apresentar junto nas suas bandas, como backing vocal, dividindo o palco. E foi num desses shows que quatro garotos se aproximaram com um convite: estavam montando uma banda chamada Barão Vermelho e queriam que ele fosse o vocalista. Ele disse não. Já tinha três bandas e não fazia sentido ter uma quarta, mas olhou para aqueles quatro e teve um pensamento imediato: "Isso é a cara do Cazuza!"

O Barão Vermelho, que até então se dedicava a tocar covers, passou a contar com um vocalista que também levava letras próprias. Esse episódio — somado à parceria com o guitarrista Roberto Frejat — ajudou a transformar o grupo em uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. Cazuza permaneceu na formação até 1985, quando iniciou a carreira solo.

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