Por que "Watch It Burn" da Katy Perry ficou fora das playlists editoriais? Executivo explica
O lançamento do aguardado single "Watch It Burn" trouxe de volta a voz potente de Katy Perry, mas também acendeu uma verdadeira fogueira nas redes sociais. A ausência imediata da faixa na Today's Top Hits - a playlist mais influente do Spotify global - gerou uma onda de protestos dos fãs, que acusam a gravadora […] O post Por que "Watch It Burn" da Katy Perry ficou fora das playlists editoriais? Executivo explica apareceu primeiro em POPline.
O lançamento do aguardado single "Watch It Burn" trouxe de volta a voz potente de Katy Perry, mas também acendeu uma verdadeira fogueira nas redes sociais. A ausência imediata da faixa na Today's Top Hits - a playlist mais influente do Spotify global - gerou uma onda de protestos dos fãs, que acusam a gravadora Capitol Records de negligência.
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Diante do barulho do mercado, Brian "Z" Zisook, Vice-Presidente Executivo de Operações Globais da plataforma Audiomack, decidiu explicar os novos bastidores da indústria fonográfica.
Para quem achava que a falta de suporte editorial era um boicote exclusivo a Katy, Zisook trouxe um balde de água fria. Segundo o executivo, ainda é cedo para afirmar que "Watch It Burn" não tem o apoio da gravadora. No entanto, o que mudou foi a estratégia de investimento.
"As playlists editoriais não têm mais a influência que tinham antigamente", revelou Zisook.
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Hoje, as gravadoras preferem focar os esforços iniciais em recomendações algorítmicas, estações de rádio e engajamento orgânico no TikTok e Reels. Na prática, a Capitol Records só deve injetar um orçamento promocional massivo se a música demonstrar tração inicial por conta própria, abandonando a velha tática de gastar milhões logo na semana de estreia.
A explicação não convenceu os fãs. No X (antigo Twitter), um perfil rebateu o executivo, questionando como uma estrela do tamanho de Katy Perry não se enquadraria como uma exceção à regra.
O argumento do executivo: "Não, este é mais ou menos o plano do jogo agora para todos os atos, com apenas algumas exceções", cravou Brian Zisook.
A resposta do fã: "Não consigo entender como a Katy não é uma 'exceção', considerando que ela é um fenômeno global e uma lenda. O plano de 'testar as águas' não deveria se aplicar a ela."
They claimed this only for Katy not for their other artists, mind you https://t.co/yuMuUjtQ2t
— HAKAN (@InfjHakan) June 30, 2026
O histórico de atritos com a Capitol Records
A revolta da comunidade no Reddit e no X tem um motivo. Este é o segundo "tombo" seguido da era do streaming de Katy. Em 2025, o single "bandaids" enfrentou exatamente o mesmo destino, ficando de fora das principais vitrines do Spotify na estreia.
O que chama a atenção do mercado é que a playlist que barrou Katy Perry abriu espaço no mesmo dia para lançamentos de Charli XCX ("Wink wink"), Gracie Abrams ("Look at My Life"), Benson Boone e Sombr.
Para que uma música entre nessas listas, a gravadora precisa fazer o tradicional pitching - o envio antecipado com um plano de marketing robusto. A aparente passividade da Capitol reabriu feridas antigas no fandom, que relembrou casos como o da cantora Halsey, que no passado rompeu publicamente com o selo alegando problemas parecidos de gestão de carreira.
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