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Os 3 melhores álbuns da história dos Rolling Stones, segundo Mick Jagger

A lista do vocalista foi feita às vésperas do lançamento de "Foreign Tongues", 32º disco de estúdio da banda

29 jun 2026 - 13h04
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O icônico cantor Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, refletiu sobre a discografia da banda em uma nova entrevista. O pódio dos mehores álbuns do grupo foi realizado pelo músico no programa Today, que foi ao ar no dia 14 de junho. Com uma extensa produção de discos de estúdio e projetos ao vivo, a banda organiza o lançamento de Foreign Tongues, que se tornará o 32º álbum das estrelas quando lançado no próximo dia 10.

Mick Jagger
Mick Jagger
Foto: Michael Hickey/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Ao se deparar com a pergunta de qual seria o melhor disco dos Rolling StonesJagger afirmou não ser possível escolher apenas um dos numerosos projetos. O cantor decidiu listar alguns de seus favoritos:  "Eu acho Sticky Fingers muito bom, acho que Beggars Banqueté muito bom, acho que Hackney Diamonds também é muito bom."

1. Sticky Fingers

O primeiro lançamento citado pelo vocalista foi novidade em 1971, e reúne sucessos absolutos como "Brown Sugar", "Wild Horses" e "Can't You Hear Me Knocking". O álbum ficou marcado no imaginário do rock por sua capa ousada, criada pelo artista plástico Andy Warhol. A imagem é focada na virilha de um homem, ainda de identidade desconhecida, com uma calça jeans justa. Originalmente, a especulação foi de que a foto retratasse o próprio Jagger, porém a banda já confirmou que ele não foi fotografado. Entretanto, como muitos modelos participaram da sessão de fotos, não é possível saber ao certo quem ilustra a capa.

A fama do álbum também se deve ao fato de que foi a primeira vez em que o famoso logotipo dos Stones apareceu em um disco do grupo. A capa com a boca vermelha com a língua para fora, símbolo criado pelo designer gráfico britânico John Pasche em 1970, foi premiada e mencionada em muitas das listas referentes à capa de álbuns. A arte que ilustra Sticky Fingers já foi eleita como a 22ª melhor de todos os tempos pela Billboard, e escolhida pela rede de televisão VH1 como a melhor capa de disco da história da música.

2. Beggars Banquet

Beggars Banquet, também mencionado poe Jagger, foi lançado em 1968. O álbum contêm um dos sucessos mais estrondosos da banda, a faixa "Simpathy for the Devil", e foi responsável por colocar os Stones de volta nos trilhos, musicalmente e socialmente. No ano anterior, a banda ia de mal a pior na opinião pública. Três dos integrantes do grupo (JaggerKeith Richards e Brian Jones) encararam a justiça britânica por posse de drogas, e quase foram presos.

Simultaneamente, a banda perdeu seu empresário e produtor, Andrew Loog Oldham, que se amedrontou em frente à crise judicial. Na mesma época, o grupo decidiu lançar o álbum Their Satanic Majesties Request, uma resposta mal sucedida e musicalmente incongruente à sonoridade dos Stones. Mal recebido pela crítica e pelo público, o disco psicodélico era uma tentativa de resposta ao histórico e icônico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, álbum lançado pelos Beatlesno mesmo ano.

Beggars Banquet surgiu como uma renovação da banda, que encontrou um novo produtor e ouviu a ideia de Brian Jones, fundador e guitarrista do grupo, de retornar às origens musicais dos Stones, que era a mescla do blues, rock e folk. O álbum seria o último projeto de Jones antes de sua morte, em 1969. Introduzido postumamente no Hall da Fama do Rock and Roll esse ano, o novo produtor Jimmy Miller seria responsável pela produção de alguns dos LP's de maior sucesso da banda: além do álbum de 1968, o músico foi responsável por Let It Bleed (1969), Sticky Fingers (1971), Exile on Main St. (1972) e Goats Head Soup (1973). Além do hit "Simpathy for the Devil", faixa que fomentou a crença do público de que os Stones eram satanistas, Beggars Banquet fez sucesso com suas críticas sociais e exaltação do proletariado. "Street Fighting Man" e "Stray Cat Blues" foram outras grandes faixas do álbum, banidas das rádios com suas menções à sexo e vandalismo.

3. Hackney Diamonds

Lançado em 2023, o último álbum escolhido por Jagger é o projeto mais recente da banda. Com participações especiais de Paul McCartney, Lady Gaga, Elton John e Stevie Wonder, o LP marcou o retorno dos Stones após 18 anos sem lançamentos de faixas inéditas. Duas composições e gravações no projeto foram atribuídas ao baterista Charlie Watts, falecido em 2021, e o restante com Steve Jordan, músico que o substituiu. "Sweet Sounds of Heaven (feat. Lady Gaga & Stevie Wonder)" e "Rolling Stone Blues" (faixa que homenageia Muddy Waters, dono da faixa homônima clássica de 1950 que é a grande responsável pelo nome dos Stones), foram dois dos maiores sucessos do projeto.

"Angry", o primeiro single do álbum, faz referência ao Brasil em sua letra. Ao final da faixa, o vocalistacanta: "I'm still taking the pills and I'm off to Brazil" (em tradução livre: "Eu continuo tomando comprimidos e estou indo para o Brasil"). O vocalista e a banda tem ligações extensas com o país, já tendo revelado se sentirem inspirados por gêneros musicais brasileiros como o samba em alguns de seus projetos. Jagger também têm laços familiares por aqui, como o filho Lucas Jagger, de 26 anos. O jovem, nascido nos EUA e com dupla cidadania brasileira, é fruto do relacionamento do cantor com a apresentadora Luciana Gimenez.

Ao relembrar sua carreira no Today, o vocalista também explicou uma decepçaõ com os primeiros projetos. "Há tantos álbuns dos Rolling Stones com apenas oito faixas, 'Tipo, vocês só tinham oito faixas e tinham uns 30 anos? O que vocês estavam fazendo?'" Em seguida, o cantor foi questionado sobre suas músicas favoritas da banda, o que foi ainda mais difícil para Jagger, que admitiu: "Não consigo escolher uma só música, são centenas". No entanto, Jagger se contentou em citar algumas de suas favoritas, acrescentando: "Há tantos estilos diferentes, você está passando por toda a gama de 'Sympathy for the Devil', 'Start Me Up', 'Angie', 'Honky Tonk Women'."

Em outro momento da conversa, o cantor também falou sobre o novo álbum da banda, Foreign Tongues, e insistiu que, apesar de completar 83 anos no mês que vem, não pretende diminuir o ritmo. "Ainda tenho muitas músicas para compor". Jagger também admitiu planejar uma nova turnê, mas não ter nenhuma data concreta: "Eu adoraria, eu realmente quero. Estou pronto para ir, mas não acho que faremos shows este ano, mas espero que no ano que vem."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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