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No Brasil, Stewart Copeland fala de projeto e "foge" do Police

10 nov 2011 - 16h14
(atualizado às 16h54)
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Osmar Portilho

Esqueça Roxanne e Message in a Bottle. No lugar, coloque música folclórica italiana e clima de festa. Lenda viva entre os bateristas do rock, Stewart Copeland, dono das baquetas do Police, volta ao Brasil, mas sem ser com o trio completado por Sting e Andy Summers. Copeland, que falou com o Terra sobre a nova passagem pelo País, se apresenta no 18º PercPan 0 Panorama Percussivo Mundial, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, que acontece nesta sexta (11) e sábado (12). O baterista sobe ao palco na segunda noite do evento com o grupo La Notte Della Taranta, uma orquestra de vinte músicos que toca o gênero Pizzica, música folclórica do sul da Itália.

"Sete anos atrás eu estava Itália para o festival La Notte della Taranta e eu conheci a Pizzica. É uma música muito rítmica e cheia de energia", explicou. A reação da plateia é algo explosivo, segundo ele. "É frénetico com o público. Na mesma hora eu me senti integrado com eles".

A primeira integração de Copeland com o La Notte della Taranta aconteceu em 2003, quando foi convidado para participar do espetáculo pelo italiano Vittorino Cosma, ex-integrante da banda de rock progressivo Premiata Forneria Marconi.

"No verão seguinte já estava tocando com esses 15 ou 20 caras e descobrindo essa música folclórica que é um tesouro", afirmou empolgado. "Começamos a tocar na Grécia, Alemanha e em qualquer lugar o show é eficaz. As pessoas ficam loucas. Decidimos partir para a 'primeira divisão' e tocar no Brasil, onde as pessoas realmente entendem o que é o ritmo".

Longe do Police, cuja última reunião aconteceu em 2007 e 2008, Copeland minimiza a importância da banda na vida dos integrantes e dá valor para novas experiências. "Fazer isso mantém as coisas frescas e interessantes. O rock nos dá uma carreira, uma vida e muita diversão. Mas eu sou muito curioso e sempre quero me envolver com coisas novas. A música evolui", conclui.

"Sem planos", diz de forma sucinta. "Estamos focados em nossas vidas. O Police só representa oito anos de nossas vidas - dez contando a reunião. Nós três tivemos experiências incríveis fora do Police", finaliza.

Ainda sobre o La Notte della Taranta, Copelanda fala sobre a sonoridade e a forma de trabalho num coletivo tão grande. "É algo muito organizado e sofisticado. O material bruto é bem simples, mas com esses músicos incríveis tudo muda. E eles usam esses pandeiros gigantes, são como se fossem 'pandeiros de guerra'", brina.

"Claro que há um espaço para o improviso. É algo fácil para mim porque eles não o guiam como um trem. Eu posso "pegar uma esquerda" e mudar de rumo", finaliza.

Sobre o PercPan

Em sua 18º edição, o PercPan acontece nesta sexta (11) e sábado (12), no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O festival já teve em suas edições anteriores 50 atrações nacionais e internacionais, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Naná Vasconcellos, Arnaldo Antunes, Beirut, Sly and Robbie, Rita Marley, Savion Glover e Hypnotic Brass Ensemble

Além do La Note della Taranta, o PercPan 2011 ainda contará com B¿Net Marrakech, conjunto de instrumentistas e cantoras marroquinas Berberes (grupo étnico do Norte da África), e o rapper brasileiro Criolo, que se apresenta em formato inédito, ao lado de percussionistas convidados. A direção geral é de Elisabeth Caires e curadoria de Hemano Vianna e Carlos Galilea.

Serviço

Quando: 11 e 12 de novembro

Horários: Sexta e sábado, 21h

Duração: 90 minutos

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia entrada)

Classificação Indicativa: Livre

Stewart Copeland
Stewart Copeland
Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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