Nicholas Lopes, da Romaria Discos, destaca 'ritual' de ouvir vinil: 'Gosto muito disso'
Fundador da gravadora falou à Rolling Stone Brasil sobre a experiência de ouvir música em diferentes formatos
Nicholas Lopes, fundador da Romaria Discos, destacou à Rolling Stone Brasil o valor do vinil diante do streaming. Embora celebre a variedade digital por democratizar o acesso à música, ele reconhece que o vinil segue caro e restrito a colecionadores. Dono de mais de mil discos, Nicholas ressalta que o formato físico se diferencia pelo projeto gráfico tátil e por proporcionar um verdadeiro ritual de audição, exigindo calma, presença e atenção para apreciar a obra e virar o disco na vitrola.
Nicholas Lopes, fundador da Romaria Discos, passou pela redação da Rolling Stone Brasil, em Copacabana, para falar sobre a relação com a música em diferentes formatos e o que ainda torna o vinil especial em meio à popularização do streaming.
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Para ele, a variedade de formas de ouvir música é positiva, principalmente por ampliar o acesso para pessoas que não têm contato com discos de vinil ou fitas cassete.
"Acho ótimo, acho que a música chega em vários lugares para pessoas completamente diferentes que não têm acesso ao vinil ou à fita cassete. Eu acho maravilhoso essa popularidade de opções para você ter acesso a uma música. Acho que quanto mais melhor", afirmou.
Nicholas Lopes comenta preço do vinil
Apesar de valorizar o formato, Nicholas reconhece que o vinil ainda pode ser um produto pouco acessível. "O vinil hoje em dia, infelizmente, é um item um pouco caro. Um pouco inacessível para muita gente", disse.
Segundo o fundador da Romaria Discos, o formato também permanece concentrado em grupos de colecionadores. "O vinil, eu ainda sinto que é algo bem... uma bolha. [...] São grupos de colecionadores", explicou. Por isso, ele defende que diferentes possibilidades de acesso à música continuem existindo.
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Mais de mil discos na coleção
Na coleção pessoal, Nicholas estima ter mais de mil vinis. Questionado sobre qual disco escolheria para colocar na vitrola naquele momento, ele citou a Potyguara, artista que tem escutado bastante recentemente.
Além da música, o aspecto visual também aparece como parte importante da experiência. "No vinil eu gosto bastante do projeto gráfico, que é algo que chama bastante atenção, que é um pouco maior. Tem os encartes, algo que você possa tocar também. Visualizar, escutar com calma", contou.
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O ritual de ouvir um vinil
Para Nicholas, a experiência com o formato também está relacionada ao momento dedicado à escuta. Ele compara o vinil a uma atividade que costuma acontecer com mais calma e atenção, já que é preciso estar presente para trocar o lado do disco.
"O vinil, eu digo que é sempre um objeto que você escuta geralmente sozinho, mas na sua casa, com calma. É um vinil que você tem que estar ali sempre para trocar de lado, então tem uma certa... um certo ritual. Eu gosto muito disso", afirmou.
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Texto: Karla Sthefany Lima
Entrevista: Ademir Correa
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