Morte no Zig Festival é investigada como suspeita; público relata calor e superlotação na Audio
Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, passou mal na madrugada de 11 de outubro durante evento na casa de shows da Barra Funda
A Polícia Civil investiga como suspeita a morte de Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, após passar mal no Zig Festival, na casa de shows Audio, em São Paulo. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa, mas não resistiu. Frequentadores relataram calor extremo, superlotação e falhas na ventilação do local. A organização e o espaço lamentaram o ocorrido, afirmaram que prestaram socorro imediato e colaboram com a apuração. A causa do óbito depende do laudo do IML, ainda não divulgado.
Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, morreu na madrugada de domingo, 11, após passar mal durante o Zig Festival, na casa de shows Audio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O pai de Pedro compareceu ao 2º Distrito Policial do Bom Retiro para registrar o óbito. O caso foi encaminhado ao 23º DP de Perdizes, responsável pela investigação. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que a ocorrência foi registrada como morte suspeita. A causa da morte ainda não foi divulgada pelo Instituto Médico Legal (IML). Formado em Matemática pelo IME-USP, Pedro trabalhava no Nubank e havia completado 28 anos em agosto.
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Segundo relatos, por volta da 1h40, um bombeiro civil levou Pedro ao posto de atendimento médico do evento, onde ele recebeu os primeiros cuidados. Em seguida, Pedro foi transportado em uma ambulância UTI para a Santa Casa de São Paulo, a menos de oito minutos do local. Segundo comunicado do hospital, a equipe médica realizou manobras de ressuscitação, mas não conseguiu reanimá-lo. O óbito foi constatado na Santa Casa. Amigos que estavam no evento relataram nas redes sociais que Pedro havia desmaiado dentro da casa de shows. "Pedro nunca teve histórico de nada e não tinha nenhum hábito nocivo para a saúde, ainda não entendemos o que houve de fato", afirmou um amigo à imprensa. O sepultamento ocorreu na tarde de terça, 13, no Cemitério da Paz Morumbi.
Durante o evento, frequentadores já relatavam problemas nas condições do espaço. Nas redes sociais, dezenas de pessoas descreveram calor intenso, dificuldade de circulação nos pavilhões e falhas na ventilação. Voltado à comunidade LGBTQ+, o Zig Festival contou com apresentações de artistas internacionais, como Slayyyter, Rochelle Jordan e Inji. A atração principal estava prevista para começar por volta das 3h20, mais de uma hora e meia após Pedro ser levado ao posto médico. Também circularam relatos de outras pessoas que passaram mal ou desmaiaram durante o evento. A organização, porém, afirmou em nota que o caso de Pedro foi o único que exigiu remoção hospitalar naquela noite.
Em notas separadas, a organização do Zig Festival e a casa de shows Audio lamentaram a morte de Pedro e afirmaram estar colaborando com as autoridades. Segundo o festival, o atendimento foi imediato e seguiu os protocolos de emergência. "A ZIG nasceu para ser um espaço de inclusão, alegria e celebração, um lugar onde a comunidade LGBTQ+ e todos que caminham com ela possam se encontrar, ser quem são e festejar juntos. Nem de longe era assim que gostaríamos de estar falando com vocês hoje", diz o comunicado. A organização informou ainda que esclarecimentos adicionais serão prestados exclusivamente pelo advogado Danilo Ciliano.
A investigação permanece em aberto. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as diligências em andamento nem informou um prazo para concluir a apuração. A determinação da causa da morte de Pedro Felipe Higa Felizatto depende dos resultados dos exames realizados pelo IML, ainda não tornados públicos.
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