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Shakira, Chakira, Xaquira e Chakyra: brasileiras comentam orgulho de dividir nome com colombiana 'inspiradora'

Superfãs ou não, homônimas da artista admitem forte ligação com a cantora e explicam influência em familiares

30 abr 2026 - 04h59
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‘Shakiras’ espalhadas pelo Brasil comentam origem de nome: ‘Inspiradora’:

Com a aproximação do show de Shakira no Brasil, marcado para o próximo sábado, 2, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, brasileiras que carregam o nome da artista contaram como a escolha feita pela família impactou suas vidas. As histórias revelam desde homenagens diretas até uma busca por originalidade -- decisão que encontra espelho na carreira da própria cantora.

Dados do censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a dimensão do fenômeno colombiano: há pelo menos 393 pessoas chamadas Shakira no Brasil, além de variações de grafias como Shaquira (37), Chaquira (64), Chakira (44) e Shakyra (30). Também existem ao menos 24 registros de Shakira como sobrenome.

Shakiras brasileiras com diversas grafias comentam origem do nome inspirado na cantora
Shakiras brasileiras com diversas grafias comentam origem do nome inspirado na cantora
Foto: Terra

Esse impacto não é recente. Em 1996, quando a cantora realizou uma turnê que passou por capitais e cidades nas cinco regiões brasileiras, o contato direto com o público brasileiro ajudou a criar e consolidar uma base de fãs bastante leal. 

Ainda no fim dos anos 1990, quando os primeiros registros de Shakiras nos cartórios do Brasil começaram a aparecer, a cantora já marcava presença na televisão brasileira antes mesmo de se tornar um fenômeno global. Na época, participou de atrações como o Domingo Legal e o Programa Livre, no SBT, e o Domingão do Faustão, da Rede Globo. 

Shakira cantou 'Estoy Aqui' no 'Programa Livre', com Serginho Groisman, no SBT, nos anos 1990
Shakira cantou 'Estoy Aqui' no 'Programa Livre', com Serginho Groisman, no SBT, nos anos 1990
Foto: Reprodução/Youtube

Quando a mãe da fisioterapeuta Chakyra Torres Lima estava grávida, assistiu a uma dessas participações. "Foi a primeira aparição dela na TV brasileira. Na época, minha mãe nem era fã", conta a jovem de 29 anos, moradora de Fortaleza. 

"Eu fui perceber mais a força do impacto do nome de Shakira mais na adolescência para a vida adulta. Quando eu era criança, como eu morava em sítio, na zona rural, mais afastada, a maioria das pessoas não conhecia. E também era o início da carreira da Shakira. Na adolescência, na fase adulta que eu comecei a ir para a zona mais urbana, mais desenvolvida, e comecei a perceber o impacto que esse nome tem". Para Chakyra, o nome representa "uma mulher forte, reconhecida internacionalmente".

Também no Ceará, a promotora de vendas Xaquira Rodrigues Queiroz, hoje com 23 anos, é outro exemplo dessa influência. Filha de um fã da artista nos anos 2000, ela teve o nome adaptado no cartório. "Meus pais queriam uma escrita igual ao da cantora, só que, na época, para o pessoal do cartório era do jeito que eles queriam. Eles não aceitaram de jeito nenhum com 'Sh' e nem com 'Ch'. Só aceitavam se fosse com 'X', explica.

"Para mim sempre foi normal, porque eu me acostumei com esse nome. Algumas pessoas tinham preconceito: 'ah, mulher, que nome estranho, que nome esquisito'. Mas tinham muitas pessoas que achavam criativo, bonito", afirma Xaquira, que classifica como "uma honra" ser xará da colombiana. 

Shakira desembarcou na manhã desta quarta-feira, 29, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).
Shakira desembarcou na manhã desta quarta-feira, 29, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).
Foto: Webert Belicio / Agnews

Já a confeiteira Shakira Cruz de Souza, de 29 anos, nascida em Riachão do Dantas (SE) e hoje em Santos (SP), recebeu o nome por escolha da mãe, que buscava algo diferente. A relação, no entanto, passou por fases. "Passei a minha adolescência inteira ouvindo se eu cantava ou se eu dançava como ela. Por um momento, me irritou bastante. Hoje em dia eu estou mais de boa". Agora, o nome gera mais situações bem humoradas do que incômodas.

"Teve uma época que eu pensei até em trocar meu nome no Uber. Nem o meu nome de fato, mas trocá-lo (na plataforma) para não ficar mais ouvindo piada. O tanto de 'me dá lá autógrafo'... Uma vez, um veio me buscar cantando Shakira, porque ele achou massa o meu nome. Teve um outro que me levou um trajeto inteiro ouvindo o álbum da Shakira, porque ele era apaixonado por ela, era super fã, e ficou indignado porque eu não sabia as músicas", recorda Shakira, , com bom humor, que diz admirar o carisma da diva. "Ela é do povo, as pessoas se identificam com ela".

Moradora do Rio de Janeiro, a estudante Chakira de Andrade dos Santos, que compartilha ainda dia e mês de aniversário com a artista, também viveu momentos inusitados provocados pelo nome. "Quando eu fui à Colômbia, passando no aeroporto, a policial federal pediu meu passaporte e falou: '¿Te llamas Shakira? (Você se chama Shakira?)'. E pediu uma 'palinha'. Para cantar, no meio do aeroporto, Hips Don't Lie", lembra.

"Sou grata pela mulher que ela é, pelo desenvolvimento que ela traz. Ela fez muitas coisas incríveis por crianças, pela arte. Ela é uma mulher inspiradora", completa Chakyra. Ela destaca a carreira internacional da artista, com motor para uma atuação ativa pela educação infantil, incluindo junto à Organização das Nações Unidas (ONU). "Ela sempre foi uma mulher que cantava músicas sobre empoderamento, sobre a liberdade da mulher. Ela começou jovem na carreira, o que era muito difícil para mulheres na época", conclui.

Fonte: Portal Terra
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