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Chico Buarque no Funk? Parceria com filho de Patrícia Poeta ganha forma

Ícone da MPB autoriza projeto ousado que transforma clássicos em trap e funk com MC Cabelinho e Xamã; entenda

1 abr 2026 - 14h09
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Chico Buarque no Funk? Parceria com filho de Patrícia Poeta ganha forma
Chico Buarque no Funk? Parceria com filho de Patrícia Poeta ganha forma
Foto: The Music Journal

Um dos maiores pilares da MPB, o lendário Chico Buarque, está prestes a ter sua obra virada do avesso em um projeto que ninguém poderia prever. O que parecia impossível aconteceu: a sofisticação das letras do cantor vai ganhar o batidão das favelas e as rimas afiadas do cenário urbano.

A notícia caiu como uma bomba entre os puristas da música popular e os jovens entusiastas do gênero que domina as paradas atualmente. A situação chamou atenção não apenas pela ousadia da proposta, mas pelos nomes envolvidos na linha de frente dessa produção. Estamos falando de um choque de gerações e de estilos que promete ser o evento musical mais comentado do ano.

Por trás dessa empreitada audaciosa estão dois nomes de peso: o DJ e produtor Felipe Poeta — filho da apresentadora Patrícia Poeta com o diretor Amauri Soares — e o renomado maestro e produtor Alê Siqueira. Juntos, eles receberam a missão de "cavucar" o acervo de um dos maiores gênios da nossa cultura. As informações são do Papelpop.

O que Chico Buarque fez?

A grande pergunta que não quer calar é: o mestre aprovou? Sim. A assessoria de Chico Buarque confirmou que o compositor de 81 anos não só está ciente do projeto, como deu o seu aval para que suas canções ganhem novas vestes. Internautas ficaram divididos ao tentar imaginar como clássicos da resistência e do lirismo brasileiro vão soar nas batidas de 808 do trap.

A lista de confirmados para dar voz a essa transformação é digna de um festival de grandes proporções. Nomes como MC Cabelinho, Xamã, Wiu e Budah já estão no barco. Além deles, talentos como Melly, Tuto, Nega Gizza e Vandal prometem trazer a "linguagem da rua" para dentro da poesia buarquiana.

Para o maestro Alê Siqueira, que já ostenta dois Grammys Latinos no currículo, o desafio é monumental. Ele, que já trabalhou com gigantes como Elza Soares e Marisa Monte, definiu a missão como algo delicado. "Aproximar dois universos distintos da música brasileira é uma missão delicada", afirmou o produtor, evidenciando o respeito pela obra original.

Por que isso viralizou?

A viralização imediata se deu pela natureza inusitada da mistura. Chico Buarque sempre foi visto como um bastião da alta cultura musical, e vê-lo associado ao funk e ao trap gerou um debate acalorado. A situação chamou atenção para o fato de que a música brasileira está em constante mutação, e que o reconhecimento de Chico por esses novos gêneros é uma validação histórica para a música urbana.

Nas redes sociais, o nome de Felipe Poeta também se tornou um dos mais buscados. O jovem produtor carrega a responsabilidade de unir o legado de sua família na comunicação com sua própria identidade na música eletrônica e urbana. Para ele, a oportunidade é única. "Revisitar a obra do Chico é uma responsabilidade enorme, mas também uma oportunidade de trazer essa poesia para uma linguagem da rua", declarou Felipe.

A curiosidade em torno de como será o arranjo de músicas como Construção ou Cálice em uma versão trap é o que mantém o engajamento lá no alto. O público quer saber se a essência será mantida ou se teremos algo completamente disruptivo.

Como era de se esperar, internautas ficaram divididos. De um lado, os fãs de longa data de Chico Buarque temem que a profundidade das composições se perca em meio aos graves dos bailes. De outro, a nova geração celebra a chance de conhecer um ícone nacional através de uma sonoridade que faz parte do seu dia a dia.

O suspense agora gira em torno do repertório. Ninguém sabe ainda quais músicas foram as escolhidas para ganhar esse "tapa" moderno. A estratégia de manter os títulos em segredo é o toque final para garantir que o público continue atento a cada novo post dos envolvidos.

Até o momento, Chico Buarque mantém sua postura discreta, preferindo que a obra fale por si. Já os produtores seguem em estúdio finalizando o que chamam de um encontro de mundos antagônicos. A situação chamou atenção também para a capacidade da MPB de se renovar sem perder o prestígio.

O nome oficial do projeto e a data de lançamento ainda são mistérios guardados a sete chaves. Mas uma coisa é certa: quando esse disco chegar às plataformas digitais, o Brasil vai parar para ouvir. Seja para criticar ou para aplaudir, a união de Felipe Poeta, Alê Siqueira e o exército do trap com a poesia de Chico já nasceu histórica.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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