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Vocalista do The Cure detona atrações musicais da final da Copa do Mundo

Robert Smith não poupa críticas a espetáculo com Madonna, Chris Martin e Justin Bieber

18 jul 2026 - 12h52
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Vocalista do The Cure detona atrações musicais da final da Copa do Mundo
Vocalista do The Cure detona atrações musicais da final da Copa do Mundo
Foto: The Music Journal

O universo do rock e do pop colidiu em uma declaração explosiva, com Robert Smith, icônico vocalista do The Cure, manifestando seu profundo desprezo pelo recém-anunciado show do intervalo da Copa do Mundo da FIFA. A grandiosidade prometida pelo espetáculo, que contará com a curadoria de Chris Martin e apresentações de nomes como Madonna, Justin Bieber, Shakira e BTS no MetLife Stadium, neste domingo (19), pareceu provocar mais indignação do que entusiasmo no lendário músico.

A reação de Smith não foi discreta. O artista utilizou suas redes sociais para disparar contra a proposta da FIFA, que ele percebe como uma deturpação dos valores do esporte. " Em um gesto de puro sarcasmo e desilusão, ele publicou uma foto do Pálido Ponto Azul da NASA, acompanhada de um comentário cáustico.

A Fúria de um Ícone

A mensagem de Robert Smith em seu Instagram foi um grito de repúdio, quase visceral. " (sic). A escolha da hashtag "Pão e Circo" evoca a crítica social romana, sugerindo que o evento não passa de uma distração para as massas, desprovida de significado genuíno para o esporte. A virulência de sua linguagem reflete um descontentamento profundo com a comercialização e espetacularização do futebol.

Essa postura não é isolada no cenário do rock britânico. Outro gigante, Noel Gallagher, guitarrista do Oasis, já havia expressado seu desdém pela "super bowlização" do futebol.

Gallagher e a "Super Bowlização"

Para Noel Gallagher, a introdução de um espetáculo musical no meio da partida é um excesso desnecessário. Em entrevista à talkSPORT, ele deixou claro que não pretende estar presente no evento, brincando que faria o "sorteio do intervalo de uma perna de cordeiro". Sua crítica reside na adição de um "espetáculo" que, em sua visão, desvirtua a essência do futebol.

Ele questiona a presença de artistas que não são "pessoas do futebol", argumentando que o esporte não precisa de um acompanhamento musical grandioso para ser relevante.

É irônico que a banda de Noel Gallagher, Oasis, tenha uma conexão tão forte com o futebol, especialmente com a seleção inglesa. A música Wonderwall se tornou um hino não oficial da Copa do Mundo, cantada com paixão por jogadores e torcedores. Essa aceitação espontânea contrasta drasticamente com a rejeição que Gallagher e Smith demonstram em relação a um evento musical artificialmente orquestrado.

As reações de Robert Smith e Noel Gallagher sublinham um debate cultural mais amplo sobre a autenticidade e a comercialização do esporte e do entretenimento. Enquanto a FIFA busca expandir seu alcance global através de um espetáculo de proporções épicas, essas vozes do rock levantam questões pertinentes sobre o que realmente importa: a paixão pelo jogo ou a grandiosidade de um show de luzes e estrelas pop?

The Music Journal The Music Journal Brazil
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