"Não dá para competir com um mito": Johnny Marr fala ao TMDQA! sobre legado do The Smiths, novo disco solo e Andy Rourke
Em entrevista exclusiva, ex-guitarrista do The Smiths conta como testou no palco as músicas do quinto disco solo antes de gravá-las, explica a relação entre sua guitarra e o baixo e adianta o que esperar do show de 24 de novembro, em São Paulo
Sem se prender ao legado do The Smiths, Johnny Marr lançou The Age of Everything, seu quinto álbum solo. Com dez faixas inéditas e forte sonoridade urbana, o projeto sucede Fever Dreams Pts 1-4 e é definido pelo músico como o mais catártico de sua carreira. O novo trabalho reflete sobre o impacto da tecnologia na cultura contemporânea, equilibrando o sentimento de sobrecarga digital com a ampliação de possibilidades criativas.
Quem ajudou a definir o som do The Smiths sempre teve à disposição o caminho confortável de viver do que fez há quatro décadas. Johnny Marr nunca pareceu interessado nele e The Age of Everything, quinto álbum solo do músico de Manchester lançado em 2 de outubro, é mais um argumento nessa direção.
São dez faixas inéditas que sucedem Fever Dreams Pts 1-4 (2022) e que o próprio autor apresentou, ao anunciar o trabalho, como o disco mais catártico que já fez. A explicação encontra fundamento logo nas primeiras músicas do álbum, que apresentam de forma prática o conceito por trás da obra.
The Age of Everything, ou "A Era de Tudo" em tradução livre, aborda a sensação de sobrecarga que a tecnologia espalhou pela cultura, embora Johnny Marr faça questão de dizer que a mesma ideia também pode ser lida como uma ampliação das possibilidades. A sonoridade urbana é perceptível, e Marr conta que as cidades ao seu redor foram fundamentais para o surgimento da sonoridade.
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