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DNA de D4vd é ligado ao sangue de vítima adolescente

Novas evidências de DNA ligam rapper a caso de assassinato de adolescente.

24 jul 2026 - 15h55
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DNA de D4vd é ligado ao sangue de vítima adolescente
DNA de D4vd é ligado ao sangue de vítima adolescente
Foto: The Music Journal

O universo do hip-hop e os tabloides de celebridades foram sacudidos por um drama sombrio que envolve o proeminente rapper D4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke. Acusado de um crime hediondo, o artista se viu no centro de um turbilhão judicial que ganha contornos cada vez mais complexos.

A vítima, Celeste Rivas Hernandez, uma adolescente de apenas 14 anos, teria sido brutalmente assassinada para encobrir um suposto abuso sexual, conforme alega a promotoria. O caso, que já mobiliza a atenção pública, ganhou um novo capítulo com a revelação de evidências de DNA, que promete ser um divisor de águas no processo.

Nesta quinta-feira (23), um tribunal de Los Angeles foi palco de um depoimento crucial por parte de uma perita criminal da polícia. Em meio a um silêncio tenso de D4vd, a especialista atestou a presença de seu DNA em um saco de lixo, um item que pode se tornar a peça-chave na elucidação do crime. A informação, veiculada pela renomada revista Rolling Stone, detalha a busca realizada em 17 de setembro de 2025, na residência alugada pelo rapper em Hollywood Hills.

A sacola em questão, segundo a acusação, continha vestígios de sangue com correspondência a Rivas, e foi encontrada na garagem da propriedade.

Essa descoberta veio à tona pouco depois que os restos mortais da jovem, em estado avançado de decomposição e desmembrados, foram localizados no porta-malas dianteiro do Tesla do músico, que havia sido rebocado. A teoria da promotoria é estarrecedora: D4vd teria assassinado Rivas a facadas em sua casa, em 23 de abril de 2025, e posteriormente desmembrado o corpo na garagem, um ato que, presumivelmente, ocorreu semanas após o crime.

Samantha Tosch, perita criminal do Departamento de Polícia de Los Angeles, trouxe à luz detalhes técnicos da investigação. Ela confirmou que uma amostra retirada do saco de lixo continha uma mistura de DNA de quatro indivíduos, sendo pelo menos dois deles homens. Contudo, nem todas as amostras corroboraram a presença do rapper.

Em um dos lenços umedecidos achados na sacola, o DNA encontrado tinha uma probabilidade três trilhões de vezes maior de pertencer a Rivas do que a qualquer outra pessoa. O DNA de Burke, neste item específico, não foi detectado.

A Controversa Análise Forense e a Defesa

A audiência de causa provável já havia revelado que diversos lenços umedecidos da marca Clorox, exibindo manchas marrons, foram encontrados dentro de um saco de lixo interno, que estava contido em outro saco. A aplicação de uma solução química, que reage ao sangue com um brilho rosa, confirmou a presença da substância, levando aos testes de DNA subsequentes.

Tosch reforçou que outras evidências sanguíneas coletadas em diferentes pontos da garagem, como um remo ergométrico, um tapete de borracha preto, um carregador de Tesla e uma lona verde, também apresentaram o perfil de DNA de Rivas. Impressionantemente, o DNA da vítima também foi encontrado em um compartimento no porta-malas traseiro do Tesla de Burke, um local diferente do porta-malas dianteiro onde seus restos mortais haviam sido descobertos.

Em um interrogatório incisivo, Blair Berk, a advogada de defesa de Burke, questionou Tosch sobre a possibilidade de transferência de DNA sem contato direto, uma teoria que a perita reconheceu como viável. Berk também levantou dúvidas sobre o software utilizado pelo Departamento de Polícia de Los Angeles, sugerindo que ele calculava apenas a probabilidade da presença do DNA de Burke na mistura, e não uma certeza absoluta.

"Não estamos dizendo que o DNA de David Burke foi definitivamente encontrado na mistura", argumentou Berk.

Tosch concordou com a ponderação da advogada, afirmando que a observação era "justa", mas manteve sua convicção profissional de que o DNA de Burke estava, de fato, presente na parte externa do saco de lixo. O caso continua a se desenrolar, prometendo mais reviravoltas e mantendo o público em suspense sobre o destino de um dos nomes mais comentados da música atual.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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