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TMDQA! Entrevista: Tom Ribeira fala sobre influências e a pluralidade de ritmos que marca seu EP de estreia, "Pedaço"

Conheça mais detalhes sobre a trajetória do jovem cantor de Botucatu que tem se destacado na cena atual da música brasileira O post TMDQA! Entrevista: Tom Ribeira fala sobre influências e a pluralidade de ritmos que marca seu EP de estreia, "Pedaço" apareceu primeiro em TMDQA!.

25 mar 2026 - 11h51
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Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

O cantor e compositor Tom Ribeira, considerado uma das revelações da Nova MPB, compartilhou no início deste mês seu EP de estreia Pedaço.

Apostando em um som que mistura elementos da MPB, Samba, Forró, Bossa Nova e até Pop, o projeto nasce a partir de uma relação íntima do músico natural de Botucatu, interior de São Paulo, com o violão, instrumento que segue sendo o ponto de partida de suas composições.

O EP foi produzido por Breno Viricimo e traz uma ficha técnica muito interessante, incluindo participações de destaque no coro, como Agnes Nunes, Mari Froes e Bruna Black.

Grande admirador da Tropicália, Tom revelou em conversa com o TMDQA! como conheceu o movimento e comentou de que forma as ideologias e os artistas que integraram aquela cena inspiram sua forma de compor e produzir. Ribeira também contou sobre sua experiência musical na França, onde foi fazer um mochilão em 2022, e como foi a transição das telas para os palcos, já que começou a ficar conhecido por vídeos publicados nas redes sociais durante a pandemia.

O músico de 24 anos anunciou recentemente as cidades que irão receber a turnê Pedaço, que estreou no dia 15 de março em São Paulo, depois do nosso papo com o artista, onde ele revelou que pretende explorar o formato voz e violão nas apresentações.

Na entrevista, Tom ainda compartilhou quais discos o acompanharam durante o processo de criação do EP e comentou com quais artistas ele ainda sonha em colaborar. Confira a entrevista na íntegra logo abaixo e ouça o novo EP de Tom Ribeira ao final da matéria!

TMDQA! Entrevista Tom Ribeira

TMDQA!: Tom, depois que você teve uma aproximação com a música na infância através de sua família, com seus pais que sempre ouviam MPB e seu irmão com influências do Rap, e depois que você começou a criar um gosto musical próprio, em que momento você enxergou na música uma profissão?

Tom: Ótima pergunta, Lara. Acho que a música se apresentou pra mim quando eu era criança muito naturalmente, dessa maneira que eu via a música como uma diversão, um hobby, uma coisa que era parte da cultura da minha família também, de cantar nas festas. Então, pra mim, isso era muito natural. Eu pensei em fazer outras profissões comuns e comecei a postar durante a pandemia… Eu acho que a pandemia teve um grande impacto nisso, porque eu fiquei confinado em casa com o violão. Foi o período da vida que eu mais toquei violão, eu acho. Acho que mais do que eu toco nas turnês hoje em dia, naquela época eu tocava todo dia, né? Pra não ficar louco durante a pandemia.

E daí o violão foi se mostrando mais do que um amigo, se mostrou uma coisa essencial pra mim, né? E eu vi que eu queria dar vazão pra esse sentimento, comecei a postar esses vídeos, cantando músicas minhas de antes e músicas de outros compositores, que eu sempre amei. E vi aquilo crescendo e vi na internet uma possibilidade de fazer o que uma gravadora fazia antigamente, e que hoje em dia a internet consegue fazer, que é essa divulgação, essa democratização desse acesso a espaços que antes não era possível. Eu acho que um menino de Botucatu igual eu, uns 80 anos atrás, 50 anos atrás, não conseguiria ter essa projeção sem uma gravadora, né? E é o começo de tudo, mas eu acho que o que me mostrou mesmo que era o caminho a seguir foi esse momento de conexão com o violão e começar a postar e ver que tinha gente interessada em show e ouvir música. E ali me desenvolvi também nas composições, né? Ali já me amarrei, daí não deu mais pra desamarrar nunca, não.

TMDQA!: Com certeza. E falando sobre esse período da pandemia, você ganhou bastante essa repercussão online ali durante aquela época, e depois começou a ter as experiências no palco também. Eu quero saber como foi para você fazer essa transição das telas, das redes sociais, do TikTok, para essa interação ao vivo com o público, como que você se sentiu ali ao ter esse contato?

Tom: Foi muito incrível! Foi muito grande pra mim esse momento, porque o que aconteceu na minha vida foi, durante a pandemia, eu fiquei pesquisando tudo que eu podia fazer pra viajar, eu queria tentar viajar com baixo custo, e achei um repertório que tem pra você fazer, que é um trabalho voluntário, que você não gasta praticamente nada, e resolvi ir pra França, e quando eu cheguei lá, aprendi a língua, me envolvi com a música de lá. De alguma maneira me senti representando a minha Botucatu, o meu Brasil ali, mesmo com a minha pequenez, mas ali em outro país me senti como um representante. E eu ia até me inscrever lá pra fazer, tentar fazer estudos, e tentar achar um jeito de bancar a minha estadia por lá. Eu tinha sido aceito em uma faculdade de música pública de lá, da França, tinha ficado muito feliz, mas voltei pro Brasil só pra me despedir da família, e quando eu voltei, eu falei, "cara, não tem como eu morar longe daqui", eu já tava com saudade, já tava sentindo vontade de ir fazer show, eu tinha passado a pandemia inteira postando vídeos, vendo que tinha gente de vários lugares querendo show.

E daí eu conheci o Thomé, que foi um grande parceiro desse começo. Ele é cantor e compositor da Zona Norte de São Paulo, e pra mim foi quase que um mestre, apesar dele também ser jovem, ele foi um mestre pra mim mesmo, no sentido do palco, ele tinha muitos anos já de percorrer palcos do Brasil, e a gente fez muitas turnês juntos, "Tom e Thomé", e enquanto isso eu comecei a fazer um show aqui em São Paulo, um show ali no Rio de Janeiro meu, e aos poucos fui migrando até fazer minha primeira turnê solo. Mas esse momento da migração do digital pro físico, pro palco, foi emocionante demais, porque assim, eu tinha até um medo de, "será que as pessoas vão?", porque elas tão vendo vídeos, mas eu pensava assim, eu nunca fiz publi, se eu nunca fiz publi, elas não me veem como influencer, acho que elas me veem como artista e vão ouvir pro show, e daí foi se construindo esses momentos do show, meus shows do começo sempre voz e violão, e nessa próxima turnê também vai ser voz e violão pra remeter a esse começo, muito intimista, uma troca muito sincera com o público, então todo show era um momento muito especial, fiquei emocionado assim desde o começo, até hoje de lembrar desse momento, me emociona que foi lindo.

TMDQA!: E você falou um pouco sobre essa experiência pela França. Onde você também trocou com outros artistas. Como que aquela vivência contribuiu para o artista que você é hoje? Teve algum momento específico dessa viagem que ficou marcado para você?

Tom: Sim, eu acho que me marcou como artista com certeza, assim como as experiências da infância no Brasil, e da minha vida inteira no Brasil me marcaram, esses um pouco menos de um ano que eu passei fora também me marcaram, porque eu acabei me aproximando muito da cena do rap francês, e fiz muitos amigos que fazem rap lá, e o rap na França, assim como no Brasil, é um estilo que tá muito popular, é um estilo que tem muito ouvinte, e é um estilo que eu amo muito desde criança, e quando eu comecei a entender o francês, entender o rap, entender a lírica do rap, eu sempre amei a lírica do rap brasileiro, entender isso em outra língua pra mim foi mágico, então me envolver com esses artistas com certeza me mudou, perceber pra onde dá pra ir com as sonoridades.

Acho que o momento alto foi o primeiro grande palco que eu toquei na vida, que eu fui convidado por um desses meus amigos o MR Giscard, ele me convidou pra abrir um show dele no teatro mais histórico que eu sonhava em Paris, que eu sonhava em tocar um dia daqui 30 anos, quando eu voltasse, e daí ele me chamou pra abrir o show dele pra duas mil pessoas, né, a maior parte franceses, daí eu compus uma música em francês pro show, uma música bem, bem boba assim, mas que foi ótimo, porque daí teve essa interação de tipo, "cara, um gringo", eles devem ter pensado, né, um brasileiro tentando cantar em francês, e mostrando as músicas brasileiras, foi um momento engraçado e muito bom de conexão com o público, foi especial esse momento.

TMDQA!: Poxa, que legal! E falando um pouco sobre essa sonoridade, que é algo bem marcante no EP, e ao mesmo tempo que você explora a MPB e também os elementos da Bossa Nova, o Pop também está presente em faixas como "Pedaço" e o Samba melódico em "Vênus ou Urano". Durante o processo de produção, como vocês pensaram nos arranjos para que essas referências conversassem entre si?

Tom: Essa pergunta é interessante, porque eu estava pensando nisso esses dias, né, em como o artista compõe. Cada artista compõe de um jeito, eu componho geralmente com o violão, eu começo a criar algo com o violão e com a voz, às vezes a voz vai antes do violão, e o violão acompanha, às vezes o contrário, e muitas vezes eu acabo escrevendo em ritmos que são mais familiares para mim, como o forró, que foi um dos primeiros ritmos que eu aprendi a tocar no violão. Então eu sempre começo a compor em forró, eu tenho que me segurar pra tentar compor outros ritmos, mas isso nunca é um problema, mesmo quando eu componho músicas com ritmo mais base, só pra dar a ideia dela, sempre nos arranjos dá pra melhorar muito e chegar num resultado diferente de ritmo, a gente sempre busca, no estúdio, eu e o Breno [Viricimo], que é o produtor do EP, um grande amigo e também compositor, a gente sempre busca isso, tentar inovar um pouco, tipo, antes de pensar isso é samba, isso é forró, isso é reggae, isso é o quê? É a gente ouvir e gostar e pensar, putz, aqui fica bom, sei lá, um bombo fazendo ritmo de maracatu, e vamos botar aí no meio e vai ficar bom, sabe? Daí a gente testa com os músicos, músicos muito bons também, que é um privilégio de se ter, porque, assim, dessa maneira a música acrescenta, não vira uma criação só minha, vira uma criação de vários, e acho que essa pluralidade de pessoas envolvidas também traz uma pluralidade de ritmos.

TMDQA!: Refletindo um pouco sobre suas referências, eu li em uma entrevista você comentando que a Tropicália foi uma das suas grandes inspirações musicais. O que mais te fascina nesse momento da música brasileira e de que forma esse movimento aparece no seu jeito de compor hoje?

Tom: Ai, que delícia de pergunta, obrigado. É o seguinte, eu acho que isso começa quando eu era adolescente. Teve uma atividade da escola importante, assim, que ia durar seis meses, então era sério a coisa, e era sobre fazer a biografia de alguém. Daí eu pensei, de quem que eu ia fazer a biografia? Eu não conseguia pensar em alguém. Eu tinha 15 anos, meu irmão falou, faz do Tom Zé, Eu falei, Tom Zé? Tem o mesmo nome que eu? Eu vou fazer. E daí eu fiz a biografia dele e foi um dos melhores conselhos que eu recebi do meu irmão Daniel, um beijo Daniel. Foi o Tom Zé, porque ele abriu minha cabeça pra música pra esse movimento da Tropicália, né, quando eu comecei a ler. "Tom Zé é um dos pais da Tropicália, o que é Tropicália?" Eu fui ver e aprendi esse movimento, comecei a escutar, né, todos os artistas que influenciavam esse movimento.

E eu acho que o que me influencia até hoje, que eu acho riquíssimo, é a coletividade que esse movimento teve, é o posicionamento ideológico também que esse movimento teve, porque a arte, querendo ou não, é a nossa expressão, e nessa sociedade que a gente vive, onde tudo tem política, a política tem que permear a arte. Esse movimento fez isso de forma brilhante, na minha opinião, então é uma referência pra mim. E também isso das loucuras de sonoridade. A gente tinha, desde o ritmo meio bossa nova na Tropicália, até, sei lá, o ritmo Mutantes, maluco, guitarra e tudo que você pode imaginar de distorção psicodélica. Então é um movimento riquíssimo em vários sentidos pra mim e por isso eu admiro demais.

TMDQA!: Com certeza, não tem como não se inspirar ouvindo aquelas músicas e com a história daqueles artistas.

Tom: Não, é muito foda. É muito foda.

TMDQA!: E sobre as suas composições Tom, não tem como a gente não falar sobre "Botucatu", que equilibra tanto um lado mais pessoal, sobre sua relação com sua cidade natal, como um lado mais universal, ao falar sobre a experiência latino-americana. O que essa música representa dentro do EP?

Tom: Ah, eu acho que, assim, esse EP, ele tem uma tendência romântica, assim como eu tenho pra compor, é uma tendência mais romântica. Então eu resolvi colocar um amor que talvez seja o meu maior amor, que é o amor a quem eu sou e quem meus irmãos, irmãs são, quem todos nós somos, né, nós somos, de uma maneira ou outra, ligados pelo fato de ser latino-americanos, né, e acho que esse amor por onde a gente nasceu, esse amor meu por onde eu nasci, e "Botucatu" é isso, é uma representação, é só o nome da cidade que eu acho sonoro e amo, e amo aqui também essa natureza que tem e cresci aqui no meio do mato, isso me influenciou pra música também. Mas essa música, ela tem essa síntese do que, dessa ideia de ser sul-americano, de ser latino-americano, representada pela minha cidade, pela minha vivência de Botucatu, e eu acho que essa música me toca por imaginar mesmo que cada pessoa que viveu em cada cidade de tantas mil que a gente tem na Sul-América teve alguma experiência que marcou, teve alguma história boa, alguma história ruim, influenciada também pelas questões externas, de toda a política, de tudo, enfim, acho que é uma síntese de vários sentimentos meus que afloraram em relação a essa identidade de ser brasileiro, de ser botocudo, botucatuense, e de ser sul-americano. Eu acho que eu queria fazer uma homenagem à nossa América do Sul nessa música, e à minha Botucatu também.

TMDQA!: E sobre as sonoridades, a gente tem visto, cada vez, os artistas fazendo essas experimentações sonoras, né, como a gente vê também nessas músicas do EP, e não ficando preso em um único gênero. Você enxerga que essa mistura é um retrato da nova geração da música brasileira?

Tom: Nossa, eu enxergo totalmente, tanto no sentido mais micro quanto mais macro, por exemplo, a obra de cada artista. Eu acho que essa nova geração tem influências tão ricas de tantos anos de história da nossa música, que querendo ou não, vai ser muito rico em ritmos, e melodias, em gêneros mesmo, em instrumentação. E de maneira mais macro, a própria Nova MPB, né, o que é isso, gente? O que é Nova MPB? Vamos chegar num acordo, por favor? Na minha opinião, na minha humilde opinião, só de 24 anos nessa terra, Nova MPB é toda a música popular, a música urbana, a música tradicional, a música até pop, e a música MPB. A Nova MPB tem que englobar todos esses estilos. Como que o funk e o rap não são populares hoje em dia? É nova música popular, e acho que essa grande riqueza de ritmos do Brasil permite a gente ter um gênero que define vários estilos, né? Então, tudo bem, Nova MPB.

TMDQA!: E falando sobre o seu show de estreia, esgotado já do dia 15, quero saber como está a expectativa e quais músicas você está mais ansioso para tocar ao vivo?

Tom: Cara, esse show eu estou muito ansioso porque faz tempo que eu não volto para os palcos. Daí eu escolhi um palco que eu gosto muito, em São Paulo, que é mais intimista, onde as pessoas ficam em pé em volta do palco, um clima quente, e como eu disse, vai ser voz e violão. Eu tenho uma surpresa que eu vou divulgar aqui, eu ainda não divulguei no Instagram. Vai ter a participação do Thomé, que foi esse meu parceiro do começo. Eu chamei ele pra participar comigo de novo, pra gente cantar música juntos, que é muito especial sempre, e esse show está sendo preparado da maneira que eu preparava os shows antigamente. Eu preparava eles pra mostrar o que eu mais estou gostando de tocar, o que está mais na minha cabeça e eu quero mostrar pro público. Então é isso que eu quero fazer com esse show também. Estou muito ansioso pra tocar as músicas desse EP, especialmente "Baião de Dois", que é a faixa de trabalho do EP, é uma música que eu amo, amo tocar ela com a banda e voz e violão. Estou muito animado pra esse momento lá.

TMDQA!: E eu quero saber, assim, Tom, se você tem alguma colaboração que você sonha em fazer, pode ser com um artista veterano ou artista da nova geração também.

Tom: Se é pra sonhar, eu vou falar duas grandes referências que eu sonho em fazer participações, porque eu admiro demais a voz deles e toda a história deles, né? Que é a grande Alcione, é meu sonho cantar uma música com ela, acho que os timbres das vozes poderiam casar muito bem. E o Jorge Aragão também, tenho muita vontade de cantar com ele e ver as vozes graves conversando também. Tenho vontade de cantar com outras pessoas de vozes graves dessa geração também, mas acho que dois gênios que eu tenho vontade são eles e sempre o Tom Zé, né? O Tom Zé nunca pode escapar deles.

TMDQA!: Que massa. Pra gente finalizar, me fala quais discos foram seus melhores amigos durante o processo de criação do EP "Pedaço"?

Tom: Nossa, esse EP durou tantos anos de criação, eu acho que um disco que me acompanhou muito foi "A Tábua de Esmeralda" do Jorge Ben, que é um disco que eu amo e sempre escuto demais. Eu também escutei bastante discos internacionais, eu tava escutando um disco que chama "In The Village The Music Never Ends", que é da Letta Mbulu, se eu não me engano, ela é sul-africana e trouxe umas ideias pra gente regravar as congas, sabe? Trouxe várias inspirações, assim, que foram importantes. E eu tava ouvindo muito também "Clube da Esquina", que é um disco que eu nunca tinha ouvido muito na minha infância, assim. Tinha ouvido só os grandes hits e depois fui ouvir mais a fundo. E com certeza me influenciou também. Mas tem muitos álbuns. O álbum da Evinha, "EVA", com a capa preta, e ela tá em preto e branco, ouvi demais durante a gravação.

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