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Sam Smith e Normani enfrentarão júri em processo de plágio por 'Dancing with a Stranger'

Juiz federal recusa pedido de arquivamento e envia a disputa de direitos autorais para julgamento, reabrindo discussões sobre similaridade musical

24 set 2026 - 15h52
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Resumo
Sam Smith e Normani irão a júri popular em um processo de direitos autorais pelo hit "Dancing with a Stranger", de 2019. O juiz federal Wesley L. Hsu negou o pedido de julgamento sumário da defesa ao considerar plausíveis os laudos que apontam semelhanças extremas com uma faixa homônima de 2015, criada por Jordan Vincent e pela dupla SKX. O magistrado também rejeitou alegações sobre samples não autorizados na obra original, deixando a decisão final sobre o suposto plágio a cargo dos jurados.
Sam Smith e Normani enfrentarão júri em processo de plágio por 'Dancing with a Stranger'
Sam Smith e Normani enfrentarão júri em processo de plágio por 'Dancing with a Stranger'
Foto: The Music Journal

Um processo de direitos autorais envolvendo o single Dancing with a Stranger, lançado em 2019 por Sam Smith e Normani, será levado a julgamento por júri.

A decisão foi proferida pelo juiz federal Wesley L. Hsu, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Central da Califórnia, que negou o pedido de julgamento sumário apresentado pelos réus na última terça-feira (22). O caso tramita há quatro anos e meio. As informações são do Music Business Worldwide.

A ação foi iniciada pela Sound and Color, LLC, que pertence ao compositor Jordan Vincent e à dupla de produtores SKX, formada por Christopher Miranda e Rosco Banlaoi. Eles alegam que a canção de Smith e Normani plagiou uma música de sua autoria, também intitulada Dancing with a Stranger (ou Dancing with Strangers), composta entre fevereiro e março de 2015.

A versão de Sam Smith foi escrita em 7 de agosto de 2018, em colaboração com James Napier, Tor Erik Hermansen e Mikkel Eriksen. O videoclipe foi lançado em janeiro de 2019. Embora Normani (cujo nome completo é Normani Kordei Hamilton) tenha cantado na gravação, ela não participou da composição da faixa, conforme indicado na ordem judicial.

Entre os réus no processo estão UMG Recordings, Sony Music Publishing (EUA), Sony Corporation of America, EMI Blackwood Music, EMI April Music, 45th and 3rd Music, Tim & Danny Music e Downtown Music Publishing. Em julho, a defesa solicitou o arquivamento do caso, argumentando que os refrões das duas músicas não eram "surpreendentemente semelhantes" e que a faixa mais antiga utilizava samples não licenciados.

O juiz Hsu rejeitou ambos os argumentos.

A Sound and Color, em um acordo judicial de maio, retirou as alegações de que Smith e coautores teriam tido acesso à faixa anterior, incluindo uma baseada em semelhanças entre os videoclipes. A acusação agora foca na alegação de que as músicas são tão similares que a cópia é a única explicação plausível. O musicólogo da parte autora, Dr. Alexander Stewart, apresentou evidências consideradas suficientes para levar a questão a um júri.

O juiz Hsu destacou que Stewart "enumerou os elementos das duas canções que comparou, identificou os pontos de divergência entre as obras em vez de os ocultar, apresentou uma justificação musicológica explicando por que a divergência tinha pouca relevância e vinculou a sua conclusão à combinação dos elementos, e não a qualquer um deles isoladamente".

A defesa questionou a opinião de Stewart por ele ter afirmado que a criação independente era "altamente improvável", e não impossível.

Em relação aos samples não licenciados na música anterior — uma parte vocal de The Ha Dance, do Masters At Work, e uma parte de dois compassos de Think (About It), de Lyn Collins —, o juiz também se recusou a retirar a proteção de direitos autorais. Ele considerou que os réus não demonstraram que o que foi sampleado era substancial em relação às obras originais.

Hsu adicionou que, após ouvir as gravações, as amostras são "difíceis de identificar ou mesmo ouvir" na música da autora devido ao seu baixo volume. Dessa forma, um júri razoável poderia considerar os samples insignificantes. A questão da criação independente também será decidida pelo júri.

Esta disputa é uma das várias em andamento nos tribunais dos EUA sobre semelhança musical. Em setembro de 2023, Hsu havia concedido julgamento sumário aos réus, alegando falta de similaridade objetiva, mas essa decisão foi revertida pelo Nono Circuito em abril de 2025.

O caso retornou ao juiz em junho daquele ano, com a fase de apuração da responsabilidade separada da fase de apuração dos danos.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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