Espólio de Michael Jackson: Paris questiona US$ 100 milhões a gestor
A filha de Michael Jackson pede corte de comissão sobre projetos de entretenimento e alega falta de fundamentação em pedido de remuneração de John Branca.
Paris Jackson contestou na Justiça dos EUA o pedido de mais de US$ 100 milhões feito por John Branca, executor do espólio de Michael Jackson, por dois anos de gestão. Alegando falta de transparência, a filha do cantor pediu a redução da comissão do gestor de 15% para 10%. A administração do espólio rebateu a ação como absurda, afirmando que Branca reverteu uma dívida de US$ 500 milhões para um patrimônio bilionário e que segue todos os procedimentos legais previamente chancelados pelo tribunal.
Um novo capítulo judicial movimentou os tribunais de Los Angeles (EUA) a respeito dos bens de Michael Jackson. Desta vez, a filha do cantor, Paris Jackson, ingressou com uma ação contra o pedido de remuneração superior a US$ 100 milhões feito por John Branca, executor testamentário do espólio, relativo a dois anos de gestão.
Na visão de Paris Jackson, a documentação oferecida pelo gestor é vaga e carece de embasamento suficiente para justificar o expressivo montante financeiro. Na manifestação jurídica enviada à corte, os advogados da artista sustentam: "Esta não é a primeira vez que o Executor foge de suas obrigações de divulgação por meio de petições incompletas". "
Como medida diante do apontado problema de transparência, a requerente solicitou que a Justiça reduza a fatia bruta obtida por Branca em projetos de entretenimento, passando a comissão de 15% para 10%.
A equipe de gestão da herança contestou veementemente a petição, qualificando o processo como "sem sentido" e "absurdo". De acordo com os administradores, Branca abriu mão de vencimentos no começo dos trabalhos e cumpre procedimentos chancelados pelo Poder Judiciário dos Estados Unidos.
O posicionamento recorda ainda que a gestão assumiu o espólio de Michael Jackson com débitos calculados em US$ 500 milhões logo após a morte do astro em 2009, conseguindo reestruturar o negócio para uma avaliação superior a US$ 2 bilhões.
Conforme noticiado pela Billboard, as desavenças com a administração já vinham de outros episódios, inclusive na área cinematográfica. Paris Jackson havia tecido críticas a Branca e ao coexecutor John McClain por suposta autopromoção, apontando a escolha de Miles Teller para interpretar o próprio defensor nas telas.
Anteriormente, em maio, a cantora registrou um ganho de causa judicial que determinou o ressarcimento de US$ 625 mil destinados a firmas jurídicas externas, quantias essas que o juiz responsável avaliou como aparentemente arbitrárias.
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