MC Cabelinho, TZ da Coronel e Preto Zezé falam sobre participação em 'Chico 2.0': 'Vai marcar minha carreira'
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, os artistas contam o que significou ser convidados a revisitar clássicos como "Cálice" e "João e Maria"
MC Cabelinho, TZ da Coronel e Preto Zezé falaram à Rolling Stone Brasil sobre a participação em Chico 2.0, projeto da Favela Records, Tha House e Universal Music Brasil que reúne artistas de diferentes cenas em releituras de clássicos de Chico Buarque. A primeira parte do álbum chega às plataformas nesta sexta, 21, com dez faixas que transitam entre rap, trap, R&B, samba, soul e a nova MPB.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora
Para MC Cabelinho — que divide "Cálice" com Xênia França —, o convite soou como um encontro inesperado com a história. "Quando Chico e Gil lançaram "Cálice", eu nem tinha nascido. Essa música atravessou gerações, é um hino. Poder dar uma nova cara para esse clássico foi uma parada muito especial. Diferente de tudo o que eu já fiz. Fiquei feliz demais com o convite. Satisfação total". disse o rapper.
TZ da Coronel, que canta "João e Maria" ao lado de Júlia Mestre, seguiu na mesma linha, e não escondeu o que a participação representa para a carreira. "Cara, participar desse projeto de releituras do Chico Buarque é uma responsa muito grande. Também fico muito feliz por ser convidado, por ser reconhecido a ponto de poder estar participando. Eu acho que o bagulho vai ficar eterno. Vai ficar eterno nas ruas, nas plataformas. Fico felizão de verdade mesmo. Só quero agradecer o convite. Acho que vai marcar minha carreira. Vai ser um marco muito grande e também vai somar bastante no meu nome". declarou.
Quem explica a lógica por trás do projeto é Preto Zezé, diretor artístico do álbum ao lado de Celso Athayde e Fábio Almeida. Para ele, Chico 2.0 é uma declaração sobre o presente e o futuro da música brasileira. "O conceito de Música Popular Brasileira precisa acompanhar a velocidade e a estética do Brasil de hoje. Nossa direção artística partiu do princípio de que a obra de Chico Buarque, por exemplo, não pertence a um grupo seleto: ela é fruto da vivência popular. Este projeto não é um resgate nostálgico; é uma afirmação de futuro, conectando a sofisticação do gênero com a potência, o ritmo e a visão de mundo da favela contemporânea". afirmou.
Chico 2.0 chega às plataformas nesta sexta, 21, à meia-noite, com dez faixas que reúnem, além de MC Cabelinho e TZ da Coronel, artistas como Dexter, MC Livinho, Xênia França, Don L, VANDAL, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria, Budah, Júlia Mestre e Maurício Pazz. A segunda parte do projeto está prevista para outubro.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.