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Macklemore vai doar US$ 1 milhão para grupos de apoio aos palestinos e convida Robert Kraft a igualar o valor

O rapper revelou a doação depois que o bilionário dono dos Patriots teria liderado uma campanha de pressão para tirá-lo da turnê de Ed Sheeran

17 set 2026 - 17h30
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Resumo
Após ser removido da turnê de Ed Sheeran por pressão de donos de estádios liderados por Robert Kraft, dono do New England Patriots, devido a manifestações pró-Palestina em seus shows, o rapper Macklemore anunciou a doação de US$ 1 milhão para ajuda humanitária em Gaza e desafiou o bilionário a igualar o valor. Kraft afirmou que doará US$ 2 milhões a pedido de Sheeran. Em solidariedade a Macklemore, outros artistas de abertura também abandonaram a turnê, gerando ampla repercussão pública.

Macklemore disse que vai doar US$ 1 milhão para organizações que apoiam os palestinos e incentivou Robert Kraft a "igualar" o valor depois que o bilionário dono do New England Patriots teria liderado uma campanha de pressão para tirar o rapper de Seattle da turnê de Ed Sheeran.

Macklemore
Macklemore
Foto: Kristy Sparow/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Em uma declaração compartilhada na quarta-feira — após dois dias de cobertura não só sobre a saída de Macklemore, mas também sobre a desistência de todos os atos de abertura de SheeranMacklemore disse que queria "trazer a conversa de volta" para os palestinos em Gaza e na Cisjordânia, "que ainda estão sendo mortos, ainda vivem sob ocupação militar e ainda lutam por sua liberdade". Ele afirmou que doaria a totalidade de US$ 1 milhão de seus lucros líquidos com a Loop Tour de Sheeran para seis organizações e convidou Kraft a igualar a doação.

"Seja lá do que discordemos, talvez possamos concordar nisso: vidas palestinas merecem ser protegidas", escreveu. "Uma vida palestina não vale menos do que qualquer outra vida nesta Terra".

Horas depois de Macklemore convidar Kraft a igualar a doação, o bilionário respondeu. "Dediquei grande parte da minha vida a construir pontes entre todas as pessoas. Acredito profundamente que todas as vidas merecem ser protegidas", disse Kraft em um comunicado nas redes sociais do Gillette Stadium. (Kraft é dono do local.) "Mais cedo hoje, antes de Macklemore me desafiar a igualar a doação, Ed me ligou e me pediu que me comprometesse com US$ 2 milhões para igualar a doação dele e ajudar a região a enfrentar esta crise humanitária. Agora, Ed planeja entrar em contato com outros proprietários de locais e nosso objetivo é continuar trabalhando juntos para construir pontes".

Um(a) representante de Sheeran não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Rolling Stone.

Kraft também disse que "apoiou esforços que criam oportunidades para os palestinos". Ele não esclareceu quais seriam esses esforços.

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As seis organizações para as quais Macklemore fará doações são: Palestine Children's Relief Fund, HEAL Palestine, Gaza Soup Kitchen, Medical Aid for Palestinians, United Nations Relief Work Agency USA e Anera.

"Quero colocar no centro os pais carregando seus filhos para dentro de hospitais sem os recursos básicos para tratá-los, e os médicos, paramédicos, jornalistas e trabalhadores humanitários que continuam voltando", escreveu Macklemore. "Quero colocar no centro os organizadores e ativistas que pagaram custos reais por ficar ao lado da Palestina. O risco deles é de uma ordem muito diferente do meu".

Macklemore disse ainda que passar um cheque era "uma das formas de solidariedade menos custosas" disponíveis para ele e que estava fazendo isso porque podia e porque "essas organizações estão fazendo o trabalho enquanto grande parte do mundo debate o assunto".

Ele também ressaltou que "ajuda, por si só, não pode abordar as condições que a tornam necessária". Chamou a devastação em Gaza e a ocupação na Cisjordânia de "uma injustiça causada por seres humanos" que "exige mudança política imediata. Os palestinos vivem há décadas sem direitos básicos e não deveriam ter que esperar mais um dia para serem livres".

Na segunda-feira, a empresa que promove a Loop Tour de Ed Sheeran anunciou que Macklemore deixaria a turnê depois que vários locais disseram a Sheeran que não permitiriam a realização de shows se o rapper de Seattle ainda estivesse no line-up. Isso aconteceu após grupos pró-Israel criticarem a apresentação de Macklemore no MetLife Stadium no início deste mês, quando ele expressou solidariedade aos palestinos, gritou "Free Palestine" ("Palestina livre") e exibiu imagens da destruição causada pela guerra de Israel em Gaza.

Macklemore afirmou depois que Kraft liderou os esforços para removê-lo da turnê. Segundo a alegação, o dono dos Patriots disse a Sheeran que o rapper não teria permissão para se apresentar no Gillette Stadium e, em seguida, "mobilizou" alguns dos outros donos de estádios para apresentar a Sheeran um ultimato: "Macklemore permanece na turnê e vocês não poderão tocar em nossos locais".

Kraft, por sua vez, confirmou que não deixaria Macklemore se apresentar no Gillette, dizendo que a decisão foi baseada nas "ações recentes do rapper, no material exibido no palco durante os shows de Ed Sheeran em Nova Jersey e em um histórico mais amplo de retórica e imagens antissemitas que acreditamos terem sido profundamente ofensivas e dolorosas para a comunidade judaica". Ele não abordou a alegação de Macklemore de que também teria "mobilizado" os outros donos de estádios.

Sheeran, em sua própria declaração, disse que passou a semana "tentando construir pontes" e "encontrar uma solução", mas que "não conseguiu". Ainda assim, os outros atos de abertura na etapa norte-americana da Loop Tour — Lukas Graham e Aaron Rowe — desistiram em protesto à forma como Macklemore foi removido. Beoga, uma banda tradicional irlandesa de folk que vinha tocando um set de músicas com Sheeran em cada show, também deixou a turnê. E Finneas saiu da próxima etapa sul-americana. Desde então, inúmeros artistas e políticos manifestaram apoio a Macklemore e criticaram Kraft.

Até hoje, a Loop Tour de Sheeran ainda está programada para continuar, com o próximo show marcado para 19 de setembro, na Filadélfia.

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