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Luigi Mangione se declara culpado de assassinato do CEO da UnitedHealthcare

O homem de 28 anos será sentenciado em dezembro por duas acusações de perseguição que resultaram em morte — que podem levar à pena máxima de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional

14 ago 2026 - 13h55
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Luigi Mangione se declarou culpado das acusações de perseguição que resultaram na morte de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, durante uma audiência em um tribunal federal de Nova York, na sexta-feira.

Luigi Mangione
Luigi Mangione
Foto: Curtis Means/Pool/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Segundo o The New York Times, os advogados de Mangione disseram à juíza Margaret Garnett que o cliente estava preparado para se declarar culpado das duas acusações de perseguição apresentadas contra ele na denúncia federal. Quando questionado diretamente pela juíza se estava preparado para se declarar culpado, Mangione respondeu: "Sim".

Mangione então prestou juramento e respondeu a uma série de perguntas sobre seu estado mental, incluindo se havia tomado algum medicamento recentemente ou se estava sob os cuidados de médicos ou profissionais de saúde mental. O homem de 28 anos indicou que estava com a mente lúcida antes de se declarar culpado das duas acusações: uma por perseguição interestadual que resultou em morte e outra por perseguição por meio de instalações interestaduais que resultou em morte.

Garnett então explicou a Mangione como ele poderia ser sentenciado, observando que ambas as acusações têm como pena máxima a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, além de possíveis multas. A juíza também informou que Mangione teria de cumprir pelo menos 85% da pena. Mais tarde, Garnett marcou a sentença para 18 de dezembro.

Mangione então leu uma declaração sobre como chegou a matar Thompson. Ele disse que, após anos convivendo com dores nas costas e tentando navegar pelo sistema de seguros de saúde, descobriu a realização da conferência anual de investidores da UnitedHealthcare em Nova York. Depois de pesquisar o evento na internet, Mangione conseguiu informações sobre o local onde seria realizado ao se passar por um investidor e enviar e-mails à direção da UnitedHealthcare.

Ele disse ter usado uma impressora 3D para fabricar uma arma e, posteriormente, colocado um silenciador nela. "Eu atirei no Sr. Thompson em Manhattan", disse Mangione, acrescentando: "Eu sabia que minhas ações fariam com que ele temesse pela própria vida ou por sofrer lesões corporais. Eu sabia que o que estava fazendo era ilegal".

Após fazer sua declaração, Mangione foi formalmente questionado sobre como se declararia em relação às duas acusações. Ele respondeu: "Culpado". A juíza então aceitou sua declaração de culpa.

Thompson foi morto em 4 de dezembro de 2024, no centro de Manhattan, em um crime descarado que chocou os Estados Unidos e provocou debates acalorados sobre o setor de seguros de saúde. Os cartuchos das balas traziam as palavras "delay", "deny" e "depose" escritas, fazendo eco a uma expressão frequentemente utilizada por críticos. Uma caçada nacional de cinco dias teve início, enquanto imagens do assassinato e do suspeito mascarado eram exibidas na televisão e nas redes sociais.

Mangione também havia sido acusado anteriormente de homicídio com uso de arma de fogo, crime que poderia resultar em pena de morte, mas essa acusação federal e outra acusação relacionada a armas foram retiradas em janeiro. Seu julgamento federal estava marcado para começar em janeiro de 2027, enquanto o julgamento estadual por homicídio estava previsto para 8 de setembro deste ano.

Anteriormente, houve um conflito sobre qual dos julgamentos de Mangione — o estadual ou o federal, ambos em Nova York — ocorreria primeiro. No estado de Nova York, ele responde por uma acusação de homicídio em segundo grau, além de acusações relacionadas a armas. Ele também havia sido acusado de terrorismo, mas essas acusações foram rejeitadas por serem consideradas "legalmente insuficientes" em setembro de 2025. Mangione também responde por falsificação e crimes relacionados a armas na Pensilvânia, onde foi preso em um McDonald's de Altoona em 9 de dezembro de 2024. Antes desta sexta-feira, Mangione, de 28 anos, havia se declarado inocente de todas as acusações estaduais e federais.

Ainda não está claro como isso afetará seu julgamento estadual por homicídio em Nova York, que está marcado para começar em setembro.

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