Katseye nega que hiato de Manon teve relação com questões raciais: 'Vai contra tudo o que defendemos'
Cantora se afastou do grupo em fevereiro de 2026, alegando necessidade de se concentrar em sua saúde e bem-estar
Após o hiato de Manon Bannerman do Katseye, em fevereiro de 2026, houve muitas críticas quanto à saída da única mulher negra do grupo. Agora, as integrantes remanescentes do grupo - Sophia Laforteza, Daniela Avanzini, Lara Raj, Megan Skiendiel e Yoonchae Jeung - abordaram as especulações de que a saída da cantora estaria relacionada à questões raciais, afirmando que isso "vai contra tudo o que defendemos".
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Manon interagiu com postagens nas redes sociais sobre ser a única mulher negra no grupo na época do hiato, o que ascendeu discussões sobre o assunto. Mas, em entrevista recente à Vanity Fair, Laforteza disse: "Podemos afirmar com certeza que, em nossa situação, em nenhum momento teve a ver com raça" (via NME).
Raj acrescentou: "O espaço mais seguro que tínhamos era entre nós seis. As pessoas simplesmente não fazem ideia do que acontece. Elas simplesmente não fazem. Só existe amor entre nós."
O grupo também afirmou que mantém contato com Manon "de vez em quando" e que a saída dela do grupo "não é algo que eles devam contar".
Na época do anúncio, em fevereiro, a HYBE e a Geffen Records anunciaram que Bannerman se afastaria temporariamente do Katseye "para se concentrar em sua saúde e bem-estar", de acordo com um comunicado publicado no Weverse.
Em uma mensagem separada para os fãs, a cantora de 23 anos explicou a situação, escrevendo: "Estou saudável, estou bem e estou cuidando de mim mesma… Às vezes, as coisas acontecem de maneiras que não controlamos totalmente, mas confio no panorama geral". O Katseye lançará seu próximo EP, WILD, em 14 de agosto.
Especulações
Segundo análise da Rolling Stone, "Bannerman enfrenta um isolamento específico por ser a única integrante negra do Katseye". Após a saída de Manon, enquanto fãs interpretavam se foi uma decisão amigável, um grupo de apoio emocional formado por mulheres se uniu.
"Nós te vemos", escreveu Melody Thornton, das Pussycat Dolls, no Instagram, onde compartilhou uma foto de Bannerman, que curtiu a publicação. Thornton revelou à Essence em 2024 que já passou pelo mesmo em seu próprio grupo. "A única coisa que eu sempre tinha em mente era: 'Você não pode errar. Você tem que se manter firme porque você é a garota negra. As pessoas sabem disso, as pessoas veem isso e querem te ver vencer, então você precisa superar qualquer adversidade - seja ela qual for'", disse.
Em certo momento, ela começou a ter ataques de pânico e desenvolveu inseguranças por ser rotulada como o "elo mais fraco" do grupo. Mesmo assim, Thornton não revelou suas dificuldades para ninguém, disse, "porque eu não queria que ninguém dissesse que eu era preguiçosa ou que estava inventando coisas".
A declaração é quase exatamente o que Bannerman disse ao The Cut em fevereiro. "Ser chamada de preguiçosa, especialmente sendo uma garota negra, não é justo", disse, comentando sobre as críticas que recebia desde o Dream Academy, onde perdeu ensaios por estar doente. "Agora sinto que preciso sempre me esforçar mais para provar algo, mesmo que na verdade não precise."
Normani enfrentou questões semelhantes no Fifth Harmony. "Elas não souberam como me apoiar da maneira que eu precisava porque não era a experiência delas, e porque quando elas olham para mim, não me enxergam", disse a artista em entrevista à Rolling Stone em 2020. Em meio às especulações sobre o futuro de Katseye, Normani começou a seguir Bannerman no Instagram.
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