Justin Bieber atrai multidão para show caótico no Coachella 2026
O músico pode ter satisfeito os Beliebers, mas sua apresentação tão aguardada ficou aquém das expectativas
A apresentação de Justin Bieber como atração principal do Coachella deste ano, no sábado, 11, foi quase uma profecia cumprida: o astro, um tanto recluso, tem sido um frequentador constante do festival no deserto e, desde que o evento se tornou um sucesso no mundo pop, é um dos artistas mais desejados pelo público, que normalmente lota o local. Aliás, essas três últimas palavras nunca foram tão verdadeiras: graças à escassez de lançamentos (Bieber fez sua última turnê pelos EUA em 2022) e à falta de programação alternativa, pode-se argumentar que o público de Bieber foi o maior da história do Coachella, chegando quase à altura da roda-gigante.
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Bieber negociou seu próprio contrato para ser a atração principal, e as especulações sobre seus planos para o festival eram intensas antes do evento, especialmente após dois shows intimistas em Los Angeles, focados exclusivamente em músicas de seus álbuns mais recentes, Swag e Swag II. Ouvintes atentos que estavam perto do local relataram que ele estava tocando músicas antigas durante a passagem de som esta semana, então era realmente impossível prever o que aconteceria quando ele subisse ao palco.
A resposta foi um show que pareceu básico demais para justificar tanta expectativa, mas longe do desastre que foi a queda livre bem documentada de Frank Ocean no mesmo palco em 2023. O set de Bieber consistiu basicamente no cantor sozinho em um palco enorme, sem qualquer produção elaborada, cantando músicas pop de ritmo moderado como "First Place" e baladas como "All the Way". Foi um teste de paciência para muitos fãs, especialmente quando — após a participação de The Kid Laroi em "Stay" — Bieber chamou alguns guitarristas para dividir o palco, tocando faixas acústicas menos conhecidas que levaram a um êxodo de público no meio do show.
Quando Bieber decidiu revisitar o passado, fez isso de uma forma que parecia quase planejada para irritar: exibindo seus vídeos antigos e cantando junto com sucessos do início da carreira, como "Baby" e "I'm the One". O vídeo amador foi gravado há quase 20 anos, bem no começo da carreira de Bieber. A situação parecia que ia desandar quando Bieber exibiu tanto seus próprios deslizes com paparazzi quanto outros vídeos virais. Mas ele se recompôs no último quadro, um quarteto de músicas com participações especiais em cada uma: Dijon em "Devotion", Tems em "I Think You're Special", Wizkid em sua própria "Essence" e, finalmente, Mk.gee em "Daisies".
Enquanto os fogos de artifício explodiam para encerrar o show, é provável que muitos Beliebers tenham saído satisfeitos, mas esse não é o critério para o sucesso de uma apresentação em um festival: com a oportunidade de causar um grande impacto em um palco e festival que ele claramente considera importantes, Bieber não aproveitou a chance. Se o objetivo dele era apenas manter a fidelidade de seus maiores fãs, porém, ele não tem com o que se preocupar.
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