Hazel Eyes: Sam Smith volta às origens e entrega seu álbum mais emotivo dos últimos anos
Se você sente falta de um Sam Smith apaixonado e vulnerável, tenho uma boa notícia: Ele está de volta
Em Hazel Eyes, seu novo álbum de estúdio, Sam Smith parece revisitar a essência que apresentou ao público no início da carreira. Ao longo de 12 faixas, encontramos novamente aquela sensibilidade que transforma fortes sentimentos em canções delicadas, guiadas por dedilhados marcantes, arranjos sofisticados e o timbre soprado e melódico que se tornou uma de suas maiores assinaturas.
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Apesar de ter a emoção como fio condutor, o disco não se prende a um único gênero. Algumas músicas flertam com soul, country rock e blues, criando uma experiência musical rica e cheia de nuances. É um trabalho que respeita as raízes de Sam Smith, mas que também demonstra maturidade e disposição para explorar novos caminhos.
Para quem quer começar a ouvir o álbum, minha sugestão é ir direto para "Everlasting Love" ou "My Guy". As duas faixas carregam uma atmosfera que remetem ao saudoso In The Lonely Hour, despertando aquela sensação nostálgica que muitos fãs certamente estavam esperando.
Já "Moondance" merece uma recomendação especial. É daquelas músicas feitas para tocar numa noite tranquila de sexta-feira, de preferência com uma taça de vinho na mão. Elegante, envolvente e sensual.
A faixa-título, "Hazel Eyes", também se destaca pelos arranjos vocais. O coral de vozes adiciona profundidade à composição e ajuda a criar uma das passagens mais bonitas do álbum, reforçando o caráter intimista e emocional do projeto.
Pra mim, o grande destaque é "Oh Mother". Complexa do ponto de vista musical e emocional, a canção revela uma faceta diferente de Sam Smith. Os arranjos são mais elaborados, a interpretação é intensa e a construção da música demonstra uma evolução artística que talvez passe despercebida nas faixas mais imediatas. Foi a música que mais me surpreendeu e, sem dúvida, minha favorita do álbum.
No fim das contas, Sam Smith não tenta se reinventar em Hazel Eyes e talvez esse seja justamente o seu maior acerto. Em vez de perseguir tendências, o artista escolhe revisitar aquilo que faz de melhor: Cantar sobre amor, saudade e vulnerabilidade com uma honestidade capaz de tocar qualquer um. Para quem estava com saudade desse lado mais sensível do cantor, o álbum chega como um reencontro muito bem-vindo.
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