Fãs e internautas reagem ao choro de Ed Sheeran no palco em meio à crise com Macklemore: 'Agindo como vítima'
Enquanto o cantor britânico chorava na Filadélfia e dizia ter sido abandonado por amigos e familiares, as redes reagiram com críticas — e pouca empatia
Ed Sheeran chorou no palco após viver uma crise em sua turnê, gerada pela demissão de Macklemore por discursos pró-Palestina. Em protesto, todos os artistas de abertura e sua banda abandonaram os shows, forçando o cantor a se apresentar sozinho e sob vaias virtuais. Internautas criticaram duramente seu choro, acusando-o de se vitimizar em meio à tragédia em Gaza. Apesar do boicote, que já cancelou a participação de Finneas nas apresentações agendadas no Brasil, a turnê segue confirmada.
Ed Sheeran sentou-se de pernas cruzadas no palco do Lincoln Financial Field, na Filadélfia, no sábado, 19, e chorou. Disse que viveu a pior semana de sua vida e afirmou sentir que amigos e familiares o estavam abandonando. Também declarou que as 50 mil pessoas presentes eram as únicas que não o tinham deixado. Nas redes sociais, a reação foi, em grande parte, implacável.
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O episódio ocorre em meio à crise que tomou conta da Loop Tour nas últimas semanas. Macklemore foi retirado da turnê como atração de abertura após fazer discursos de apoio à Palestina durante os shows. Em solidariedade ao rapper, todos os artistas de abertura — Finneas, Lukas Graham, Aaron Rowe e o grupo Beoga — anunciaram a saída. A banda de apoio de Sheeran, segundo relatos, teria seguido o mesmo caminho. O cantor se apresentou sozinho, sem a estrutura habitual, e ainda removeu o palco B do meio do público, por medo de ser atingido por algum objeto.
Para muita gente, a imagem de Sheeran chorando enquanto crianças palestinas morrem em Gaza foi o contraste mais difícil de ignorar. "Ed Sheeran sentou no palco chorando sobre como essa foi a pior semana de sua vida. Enquanto isso, crianças na Palestina assistiram seus entes queridos morrerem de fome, serem destruídos, queimados vivos e sofrendo em agonia enquanto eram vilipendiados. Mas claro, Ed Sheeran é a vítima", escreveu um perfil no X. Outro usuário foi mais direto: "Ano passado, eu vi um vídeo de um pai palestino carregando freneticamente os restos desmembrados do corpo de seu filho numa sacola de plástico, desesperadamente tentando levá-los a um hospital".
Outros focaram na estratégia — ou na falta dela. "Idiota. Tudo que ele precisava fazer era dizer ao Robert Kraft: 'não, cara, eu não vou tirar o cara da minha turnê, ele não fez nada de errado', e colocar toda a pressão pública sobre o Kraft. Kraft teria cedido e, mesmo que não cedesse, Sheeran sairia como herói. Em vez disso, está aqui chorando assim', escreveu @moshik_temkin. @tyleroakley foi mais sintético: "Espera, ele terminou o show se desculpando pela própria não desculpa. É verdadeiramente patético'. @miz_irritating resumiu em três palavras: 'Atuou como vítima".
Apesar de tudo isso, a turnê não para. Depois de Filadélfia, Sheeran ainda tem os shows de 25 e 26 de setembro no Gillette Stadium — o estádio de Robert Kraft, o mesmo que, segundo Macklemore, iniciou a pressão que desencadeou toda a crise. E em dezembro, a Loop Tour chega ao Brasil em 5 e 6 de dezembro no Nubank Parque, em São Paulo. O show de abertura seria de Finneas, que já anunciou publicamente sua saída da turnê em solidariedade a Macklemore. No Brasil, portanto, o nome que abriria o show já não está mais na lista. E a crise, por ora, segue sem resolução.
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