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Arnaldo Antunes: "Todos os meus sucessos me surpreenderam"

3 set 2020 - 10h13
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O cantor e compositor Arnaldo Antunes falou sobre sua carreira ao novo episódio do Essenciais, podcast da plataforma Deezer, que convida grandes nomes da música popular brasileira para revisitarem suas obras e contarem os processos de sua discografia.

Foto: Divulgação | Marcia Xavier / The Music Journal

Durante o programa, recheado de referências e vivências em diversos contextos culturais e sociais das últimas décadas - da Contracultura à Lactomia (movimento social nascido na década de 1990, na Bahia) - Arnaldo, que completa 60 anos de vida, conta que começou a compor na escola: "No colégio que eu estudava Paulo Miklos era da minha classe, foi meu primeiro parceiro. E os outros Titãs todos, a gente começou a fazer música ali nesse período, com 15, 16 anos".

Arnaldo Antunes deixou o Titãs em 1992 para se dedicar à sua carreira solo e lançar seu primeiro álbum Nome, um projeto multimídia com VHS, livro e CD, numa época em que a internet ainda engatinhava.

"Tinha saído do Titãs e queria de certa forma afirmar que estava fazendo uma coisa radicalmente diferente, porque também era o que estava me seduzindo. Tem esse caráter experimental do projeto que foi recebido com certo estranhamento. Depois disso ficou um trauma tão grande, que a cada disco que eu fui lançando os jornalistas vinham me entrevistar e sempre perguntavam: 'poxa, agora ficou mais pop, né?' (risos)", se diverte.

Sobre esse trauma, ele explica: "Para mim, na época que eu lancei o 'Nome' aquilo era pop. Achava que as músicas davam para tocar na rádio. Era uma ilusão assim… para mim era meu 'Yellow Submarine', desenho animado, tinha criança que via e curtia. Eu falava: 'Qual a dificuldade disso?'".

No passeio pelos Tribalistas, fruto da gravação de seu disco Paradeiro, feito na Bahia e co-produzido por Carlinhos Brown, que sem pretensão tomou as rádios, Arnaldo reflete sobre seus hits: "Foi esse sucesso que surpreendeu até a gente. Foi tudo feito com tanta espontaneidade. Não tinha muito dessa meta de fazer sucesso ou da previsão de que aquilo ia ser um estouro. O retorno foi muito maior do que a gente mesmo esperava, enfim; a gente não tinha essa expectativa ou esse plano de marketing para isso", conta.

Ele ainda comenta o mesmo sobre a música A Casa é Sua: "Foi surpreendente também para mim. Acho que todos meus sucessos me surpreenderam. O Pulso, que era talvez a música mais estranha daquele disco O Blésq Blom, que é uma música toda falada. E de repente aquilo virou um estouro, as rádios começaram a tocar; não era um música de trabalho escolhida".

Ouça o podcast Essenciais da Deezer:

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