Arcade Fire desperta Rock in Rio Lisboa com orquestra global
A banda canadense Arcade Fire despertou Lisboa, nesse sábado (31), com um potente espetáculo de sua orquestra global no quarto dia do Rock in Rio, que também contou com a voz sensual da jovem neozelandesa Lorde.
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O grupo de Montreal fechou com duas horas de repertório a festa do palco principal no penúltimo dia do festival, que celebra este ano seu décimo aniversário. Os canadenses souberam se reafirmar e demonstraram que o indie rock também pode atrair multidões e divertir.
Para isso, o grupo multi-instrumental percorreu toda sua discografia desde seu álbum de estreia Funeral (2004) até o mais recente Reflektor (2013). O sucesso Wake up ao som de imponentes tambores colocou o ponto final que deixou o público cantando uma vez acesas as luzes.
O início também não foi para menos. Espelhos gigantes apareceram em cima do palco simbolizando a filosofia de seu último disco - o reflexo - e um boneco coberto de brilhos cruzou o parque de Bela Vista em tirolesa.
O casal Win Butler e Rézgine Chassagne subiu ao palco acompanhado de outros 11 músicos e fizeram sua habitual orquestra de xilofones, violinos, saxofones, pandeiros e instrumentos de bambu e metais reciclados.
Com cuidado e aprimoramento, ambos esmiuçaram sucessos de seu primeiro disco como Tunnels e Rebellion Lies e os combinaram com a maturidade de temas de seu terceiro álbum (The Suburbs, 2010) como o simples Rococó.
Do obscuro álbum Neon Bible (2007), que foi gravado em uma catedral, ofereceram o pop barroco de No Cars Go, embora também não tenham esquecdio dos sons tropicais de Haiti e Brazil, que Chassagne dançou encantada.
Antes, com a tarde ainda caindo no parque Bela Vista, o palco começou a vibrar com o cantor britânico Ed Sheeran, com o violão para tocar seu soul-folk.
O cantor, de 23 anos, foi uma das surpresas musicais da música inglesa recente e concorreu em 2012 a quatro prêmios nos Brit Awards, dos quais conquistou dois, o de melhor artista masculino e artista revelação britânico.
Em Portugal, apresentou algumas músicas de seu próximo disco X (Atlantic Records), que será lançado em junho, e animou o público com I See Fire e You Need Me, I Don't Need You.
No palco Mundo o show ficou por conta de Lorde, nome artístico da neozelandesa Ella Yelich-O'Connor. A cantora, de 17 anos, animou a noite com seu pop-eletrônico, que cantou para uma multidão que se deixou levar com seu sucesso Royals com o qual conquistou dois Grammys na última edição dos prêmios.
O voz firme da jovem entoou os singles Team e Tennis Court e seu setlist seguiu quase que na regra seu disco de estreia Pure Heroine.
O festival termina neste domingo com o americano Justin Timberlake. O britânico Robbie Williams inaugurou no domingo passado esta sexta edição lisboeta e o som de rock áspero de Linkin Park e Queens of the Stone Age arrastou nesta sexta-feira perto de 70 mil presentes.