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Análise: obra de Alejandro Sanz vai muito além do eterno hit 'Corazón Partío'

Um dos grandes nomes da música latina, cantor e compositor espanhol tem uma obra que merece ser (re)descoberta.

14 mai 2019
03h11
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Um dos grandes nomes da música latina, Alejandro Sanz tem uma carreira consistente, consolidada ao longo de 30 anos e com números que impressionam: são 3 Grammys (dentre 5 indicações para o prêmio), 18 Grammys Latino (e uma homenagem como personalidade do ano na mesma premiação em 2017) e mais de 20 milhões de discos vendidos. Nascido em Madri, o cantor e compositor espanhol já fazia sucesso no mercado internacional e também no brasileiro antes mesmo dessa recente (e forte) onda da música latina pelo mundo, que fisgou até nomes como Madonna.

Apesar de iniciar sua trajetória no final dos anos 1980, Sanz estourou em 1997, com o disco Más - e a canção Corazón Partío. Até hoje, é seu grande hit. O sucesso da música no Brasil aproximou o cantor de diversos artistas brasileiros. Como Roberto Carlos, que lançou a faixa em espanhol Esa Mujer, de seu álbum Amor Sin Límite (2018) cantando com Sanz. Como Ivete Sangalo, com quem ele gravou dueto numa versão de Corazón Partío, em 2006, além de No Me Compares, em 2012, e Quisiera Ser, em 2018 (para o álbum ao vivo da cantora baiana, Live Experience, lançado em abril). Isso para citar alguns exemplos.

Ter um sucesso arrebatador como Corazón Partío pode ser uma dádiva ou uma maldição. Para Sanz, é inegável que a música lhe escancarou portas nos mercados norte-americano e latino, mas, passados mais de 20 anos, muitos ainda associam o artista à canção. Erroneamente. Sanz não é um cantor de um hit só. Misturando pop e elementos flamencos em sua sonoridade, ele coleciona outros bons trabalhos como os álbuns No Es Lo Mismo (2003) e La Música No Se Toca (2012). Sanz tem uma obra que merece ser (re)descoberta.

Estadão

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