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Além de Shakira, quais outras potências latinas teriam força pra lotar Copacabana?

Shakira é a atração de 2026 do Todo Mundo no Rio, que já levou à Copacabana megashows de Madonna e Lady Gaga; com expectativa de público de 2 a 2,5 milhões, Shakira é a primeira latina a encabeçar o evento, que tem tudo para não deixar que ela seja a única O post Além de Shakira, quais outras potências latinas teriam força pra lotar Copacabana? apareceu primeiro em POPline.

1 mai 2026 - 20h09
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Com mais de 35 anos de carreira, Shakira foi uma das primeiras artistas a conseguir fazer o mundo abraçar a música latina. Apesar de grande parte de seu repertório ser cantado em inglês, a colombiana dona de hits como "Hips Don't Lie" e "Whenever, Wherever" se tornou uma das referências latinas mais fortes quando o assunto é romper barreiras linguísticas e culturais e se tornar um dos maiores nomes da música a nível global.

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Mais que merecido, então, que ela seja a primeira latina a encabeçar o Todo Mundo no Rio e ocupar Copacabana, que ela mesma chama de "altar do planeta". Depois de megashows de Madonna e Lady Gaga nos últimos dois anos, é Shakira a grande estrela do evento gratuito, que acontece neste sábado (2), no que muito provavelmente será o maior show da carreira da cantora, com uma expectativa de atrair de 2 milhões a 2,5 milhões de pessoas.

Shakira é a primeira latina no Todo Mundo no Rio, mas há, na indústria, outras potências que podem dar continuidade a esse legado e lotar as areias de Copacabana. É a 'loba' quem, de fato, correu para que muitos pudessem andar, mas outros artistas da América Latina podem protagonizar momentos históricos no cartão-postal do Rio e, aqui, o POPline traz os nomes e também o aval de especialistas que respiram música latina!

Foto: Lucas Ramos
Foto: Lucas Ramos
Foto: Popline

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RBD

Não tem jeito, o brasileiro sabe ser devoto e engajado quando gosta de um artista e está o tempo inteiro suplicando na internet para que seus ídolos da gringa venham visitar o país. Não à toa, os próprios artistas internacionais sempre comentam dos incessantes pedidos de 'Come to Brazil!'. Mas não são todos que mobilizam uma demanda estratosférica, capaz de arrastar legiões de fãs e lotar estádios, quase como uma força da natureza. O RBD é capaz de tudo isso e muito mais…

Os próprios ex-integrantes reconhecem que o RBD só é todo o fenômeno que é por conta do nível de paixão e entrega do público do Brasil, que eles já se referiram inúmeras vezes como o melhor do mundo. Os números não mentem: em novembro de 2023, o grupo arrematou cerca de R$190 milhões com a bilheteria da turnê de reencontro, a "Soy Rebelde Tour", só com os shows no Brasil.

O país, inclusive, foi um dos quatro no mundo escolhidos para receber a turnê comemorativa. Foram 8 apresentações pelo eixo Rio-São Paulo, todas elas em estádios e com ingressos esgotados, reforçando o fenômeno que o RBD é no Brasil. Sem dúvidas, um show único de Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christopher Uckermann e Christian Chávez provocaria abalos sísmicos em Copacabana. Se Poncho decidisse se juntar ao grupo, então, crateras se abririam ao chão.

"O reencontro do fenômeno RBD, acredito eu que seria o maior público de todos os tempos e recorde absoluto de demanda em toda a história de Copacabana. Seria o maior ato musical do mundo e um dos maiores feitos já realizados, reunindo milhares de brasileiros e fãs do mundo todo", aposta Dermeval Neves - conhecido também como Arpe -, dono do perfil Reggaeton Brasil, que supera 95 mil seguidores no Instagram.

Creator especializado em cultura pop latina, Lucas Podenciano concorda que o sexteto é disparado a atração mais forte para sacudir a praia carioca: "O único artista latino que talvez traria a mesma repercussão midiática e pudesse quebrar recordes, atualmente, no contexto que a gente está vivendo, é o RBD. Não é nem porque eu sou muito fã da banda e tô falando com o olhar de fã, não […]. O mesmo querer do brasileiro de falar 'olha só, que cara f*da que vai vir aqui!', de organizar, de fazer caravanas, de estar todo mundo entusiasmado pra um show, o único latino, fora a Shakira, que conseguiria isso hoje no Brasil seria o RBD".

A "Soy Rebelde Tour" rodou entre agosto e dezembro de 2023, mas se não fosse pelas polêmicas que acabaram dividindo o grupo em lados opostos, a apoteótica turnê de reencontro teria durado por pelo menos mais um ano. Com o grupo novamente em inatividade, criou-se entre os fãs, então, um novo sentimento de escassez, uma sensação de que ver o grupo reunido nos palcos outra vez pode nunca mais acontecer. Esse sentimento de escassez que potencializa a força de um 'comeback' seria um ingrediente a mais para levar multidões às areias da praia para ver o RBD.

Foto: Edwin Rodriguez
Foto: Edwin Rodriguez
Foto: Popline

"Eles agora estão brigados, tem a questão da escassez. Acho que se eles topassem fazer, eles não teriam show marcado no resto do mundo. Não são uma banda que estão na ativa agora, produzindo coisas […]. Com certeza é um show que traria milhões e milhões, que seria muito comentado, traria uma boa repercussão. E até faria o resto da América Latina entender um pouco da força do RBD aqui no Brasil, porque eles são gigantes lá fora também, mas a gente sabe que aqui é bem maior. Ia ser histórico", reflete Lucas, visualizando em cenário em que poderíamos ouvir ecoar por Copacabana hinos como "Solo quédate en silencio", "Enséñame" e "Sálvame".

Priscilla Bertozzi, criadora do site LatinPop, que acumula 15,7 mil seguidores no Instagram, concorda que a nostalgia associada ao RBD poderia mobilizar legiões a um possível megashow no Todo Mundo no Rio: "Apesar de todas as tretas, de não estarem em atividade, só a memória afetiva do RBD seria capaz de recordes inimagináveis em Copacabana. É, sem dúvida, o fandom mais fiel do mercado".

Bad Bunny

O ano era 2022 e Bad Bunny provocava um 'reset' na cabeça de todo mundo ao lançar o apoteótico disco "Un Verano Sin Ti", que fez dele um fenômeno latino e um dos artistas mais consumidos a nível global. Depois do álbum que trouxe sucessos como "Tití Me Preguntó" e "Me Porto Bonito", o astro porto-riquenho saiu de cena, mas voltou ainda mais forte em 2025.

Foto: Edwin Rodriguez
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Foto: Popline

Ele retornou acompanhado do sucessor do disco, o aclamado "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", que simplesmente fez com que Bad Bunny se tornasse o dono do primeiro disco cantado totalmente em espanhol a arrematar o Grammy Awards de "Álbum do Ano". Ele desbancou nomes como Lady Gaga e Sabrina Carpenter ao levar o gramofone mais concorrido da honraria em sua última edição, em fevereiro.

O artista continua chegando a lugares inimagináveis, como o palco do Super Bowl - ele foi a atração do Halftime Show, também no último fevereiro. À época do "Un Verano Sin Ti", enquanto emplacava hits ao redor do globo, o músico de fato enfrentava dificuldade em 'furar a bolha' do mercado brasileiro. Poucos anos depois, porém - mais uma vez no último fevereiro -, Bad Bunny surpreendeu muita gente ao fazer dois shows lotados no Allianz Parque, em São Paulo.

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A virada de chave da presença do cantor no país se torna ainda mais evidente quando ele se torna um dos nomes latinos lembrados quando se pensa no megashow que virou um evento anual em Copacabana. "Lá fora, facilmente vários artistas latinos lotariam estádios ou praias, mas no Brasil um outro nome latino super potente que com certeza lotaria as praias de Copacabana seria o Bad Bunny. Hoje o único que conseguiu furar todas as bolhas, e virar um símbolo pop, para além do reggaeton, para além de artista latino", opina Dermeval (ou Arpe), analisando a força do astro porto-riquenho.

"O Bad Bunny é uma realidade: é muito curiosa a sensação de FOMO gerada DEPOIS dos shows em São Paulo. Não há dúvidas de que ele é um dos grandes nomes do pop global atualmente, um revolucionário da mercado latino e tem espaço para uma Copacabana multitudinária", destaca Priscilla.

Foto: Edwin Rodriguez
Foto: Edwin Rodriguez
Foto: Popline

Há, no entanto, suas controvérsias. Uma parte do público acredita que o cantor de "DtMF" precisaria trabalhar mais sua imagem no Brasil para fazer funcionar um megashow só seu em Copacabana. "O Bad Bunny tá gigante hoje em dia, tá conquistando cada vez mais o público brasileiro. Mas eu acho que ele precisa marcar muito mais presença por aqui. O brasileiro precisa conhecer muito mais quem é o Bad Bunny pra criar uma certa intimidade, um vínculo com ele pra que ele consiga lotar uma praia. Mas não é como se ele fizesse um show na praia e não fosse dar ninguém. É show, na praia, Rio de Janeiro, Copacabana, de graça, então com certeza vai atrair gente, sim", pondera Lucas.

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Anitta

O Todo Mundo no Rio, que tem edições confirmadas até 2028, tem apostado em divas pop internacionais - Madonna, Lady Gaga e, agora, Shakira. Não dá para negar, à essa altura do campeonato, que Anitta se tornou uma estrela global, exportando a música brasileira para todo o mundo - reiterar isso parece muito óbvio em pleno 2026…

Se na edição de 2017 do Rock in Rio e na de estreia do The Town, em 2023, a brasileira foi um dos nomes mais pedidos pelo público, apesar de serem festivais que incluem no line-up grandes ícones da música mundial, não fica difícil imaginar Anitta atraindo uma legião de fãs e admiradores a um megashow só seu em Copacabana. Na verdade, ela já o fez, não no Todo Mundo no Rio, mas no Réveillon.

Foto: Victor Chapetta/Brazil News
Foto: Victor Chapetta/Brazil News
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"A Anitta seria uma brasileira que lotaria a praia de Copacabana, com uma homenagem ao Brasil e à América Latina. Chamando outros artistas latinos, brasileiros e não brasileiros, pra fazer participação em um megashow. Eu acho que ela também seria uma boa aposta […]. Apesar de não ter esse buzz de ser uma artista internacional, ela teria o buzz de ser uma artista brasileira enorme e que com certeza levaria uma multidão à praia", aposta Lucas sobre a dona do recém-lançado disco "EQUILIBRIVM".

Uma coisa é certa: já há anos que a carioca de Honório Gurgel tem repertório o suficiente para fazer um megaespetáculo só de hits - e gabaritando vários idiomas. Anitta, na verdade, já deixou uma marca no Todo Mundo no Rio mesmo sem ser a atração principal. Ela foi escolhida para dividir o palco com Madonna em 2024 e, ao que tudo indica, cantará ao lado de Shakira no show desse sábado (2).

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Astros latinos e demandas estratosféricas de público fora do Brasil

Nessa semana, apenas 8 músicas dentre as 50 mais tocadas do Spotify Brasil eram internacionais. O número seria ainda menor não fosse pelo sucesso do novo álbum do BTS ou pelo 'hype' em cima do filme cinebiográfico do Michael Jackson. Se pedir por músicas cantadas em espanhol então, esse número cai pra zero.

De fato, a música latina e cantada em espanhol tem tido adesão cada vez maior para o público brasileiro, mas ainda há um longo caminho pela frente até que astros latinos tenham no Brasil uma adesão ao menos competitiva com o 'estrondo' que se vê lá fora, em outros países da região.

Você sabia, por exemplo, que a argentina TINI - sim, a que fazia a Violetta do seriado do Disney Channel - tem seu próprio festival?! O "#FUTTURA" é um espetáculo que conta com três palcos distintos e envolve o público em uma "viagem no tempo" pelas diferentes eras da carreira da artista. Recentemente, vídeos dos shows viralizaram no X e a estrutura e o volume de público deixaram brasileiros boquiabertos.

Só na Argentina, TINI esgotou pelo menos 5 shows do "#FUTTURA", vendendo mais de 150 mil ingressos. O megashow, que já chegou a ser apresentado em estádios em outros países, é um desejo já antigo dos fãs brasileiros, mas ainda segue sem datas confirmadas por aqui.

pic.twitter.com/9z2o64BXei

— TINI (@tinicanciones) January 31, 2026

A estrutura do show da Tini botou o sarrafo la em cima pra América do Sul pic.twitter.com/7hjhITRCHt

— third baby of rihanna (@mathguerra) November 16, 2025

E a Jennifer Lopez, que passou cerca de 6 anos longe dos palcos? Muita gente não acreditava que a artista pudesse arrastar multidões ainda em 2025, mas ela chocou até os próprios fãs ao fazer exatamente isso com a turnê "Up All Night: Live in 2025".

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Priscilla, criadora do LatinPop, sonha em ver muitas outras estrelas latinas para além de RBD, Bad Bunny e Anitta no Todo Mundo no Rio: "A Karol G ainda é aquela artista que as pessoas precisam conhecer mais, ela é espetacular ao vivo, e todas as suas turnês têm o material necessário pro palco sagrado que virou Copacabana […]. E vamos colocar um tempero aqui: não é latina, mas imagina essa tour 'LUX' da Rosalía, mesclando todas as suas eras, com orquestra, ao ar livre, o escândalo que seria?".

"Tudo isso só comprova que estamos consumindo música em espanhol como há muitos anos não acontecia. E não parece um movimento efêmero. Mas para 'abrir' e fazer as honras, de fato, não havia melhor nome do que a Shakira, que capinou quando tudo era mato, que sempre teve um olhar carinhoso para o público brasileiro e reconhece a nossa importância na carreira. Shakira correu para que Bad Bunny pudesse andar. Ela é a maior de todos os tempos", defende Priscilla às vésperas da colombiana subir ao palco montado sobre as areias da praia de Copacabana.

Foto: Lucas Ramos
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