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Alanis Morissette acusa ex-empresária de ameaça de extorsão envolvendo tráfico de drogas em aeroportos

Processo movido pela cantora alega que ela é "vítima de uma campanha de chantagem calculada" e "não concordará em trabalhar com uma chantagista incompetente pelos próximos 15 anos"

2 set 2026 - 15h22
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Resumo
Alanis Morissette processou sua ex-empresária de turnê, Keren Urinov, acusando-a de extorsão e chantagem. Segundo a ação, Urinov foi detida em aeroportos com maconha e tranquilizantes e passou a exigir um contrato de trabalho de 15 anos para não incriminar falsamente a cantora por tráfico de drogas. Morissette rejeitou a chantagem e pede uma indenização superior a 75 mil dólares por fraude e extorsão civil, além de apontar prejuízos causados pela má gestão da ex-funcionária durante a turnê.

A cantora Alanis Morissette entrou com um processo contra sua ex-empresária de turnê, Keren Urinov, alegando ter sofrido ameaças de extorsão para fechar um contrato de 15 anos com a profissional. Caso não aceitasse, Morissette afirma que Urinov ameaçava incriminá-la falsamente por suposto envolvimento com tráfico de drogas em aeroportos.

Alanis Morissette
Alanis Morissette
Foto: Noam Galai/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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"A autora, Alanis Morissette, é vítima de uma campanha de chantagem calculada, orquestrada por uma ex-empresária de turnê insatisfeita", afirma o novo processo, apresentado nesta terça, 1º, em um tribunal federal de Los Angeles. "Morissette não concordará em trabalhar com uma chantagista incompetente pelos próximos 15 anos nem em pagar-lhe um resgate sob ameaça."

A ação judicial de seis páginas alega que Keren Urinov foi selecionada para inspeção e detida em um aeroporto do Reino Unido em 2025, enquanto viajava com Morissette e sua equipe para um show na Espanha. Urinov relatou posteriormente a Morissette e outras pessoas que as autoridades britânicas a haviam prendido e emitido um mandado de apreensão, afirmando que sua bagagem continha maconha e xilazina, um medicamento usado como tranquilizante para animais.

De acordo com o processo, durante o interrogatório, Urinov teria dito aos agentes de fronteira que a bagagem e seu conteúdo, incluindo as drogas suspeitas, pertenciam a ela. Ela também apresentou aos agentes uma licença israelense para uso medicinal de maconha e foi liberada.

Segundo a ação, Urinov foi detida novamente na Espanha e teria dito às autoridades de fronteira que a bolsa e as drogas lhe pertenciam. Após o término da turnê, no entanto, Urinov e seu advogado teriam enviado a Morissette o que o processo descreve como uma série de cartas "cada vez mais extorsivas", ameaçando processá-la.

Morissette alega que Urinov exigiu que a cantora dissesse às autoridades britânicas que as drogas eram dela, sob pena de enfrentar um processo judicial. De acordo com a denúncia, Urinov disse que Morissette poderia "pôr um fim ao assunto" oferecendo-lhe um contrato de trabalho de 15 anos em tempo integral, que incluiria uma remuneração significativa, aumentos salariais anuais e bônus. Urinov também teria exigido que Morissette contratasse um advogado de imigração.

Quando Morissette se recusou a fazer o que o processo chama de "exigências descaradas", Urinov e seu advogado responderam com uma carta insinuando que Urinov acusaria Morissette de tráfico de drogas. Morissette afirma que entrou com seu próprio processo "a contragosto", sabendo que "ataques à sua reputação" poderiam se seguir. Ela acreditava que "não tinha escolha" para se proteger contra alegações "frívolas".

"Morissette não tem interesse em empregar Urinov por 15 anos… Não apenas porque ela é uma chantagista, mas também porque foi uma péssima gerente da turnê de 2025", acrescentou o processo, alegando ainda que Urinov cometeu um erro ao reservar um hotel que custou à cantora US$ 70.000.

Morissette processa Urinov por extorsão civil, fraude e declaração falsa por negligência. Ela busca um julgamento por júri, indenização por danos morais no valor de mais de US$ 75.000 (aproximadamente R$ 388 mil, na cotação atual do dólar) e indenização punitiva. Urinov não se manifestou publicamente sobre o processo.

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