A música que (quase) obrigou o filme "Meu Tio Matou Um Cara" a ser regravado
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Quem viveu o cinema brasileiro nos anos 2000 certamente se lembra de Meu Tio Matou Um Cara (2004). O filme do diretor Jorge Furtado, estrelado por Lázaro Ramos, Darlan Cunha e Deborah Secco, é um marco da retomada do cinema brasileiro, misturando comédia, suspense e uma estética muito própria.
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Mas o que muita gente não sabe é que uma tecnologia de áudio chamada ADR acabou salvando a produção quando uma decisão foi tomada a respeito da personagem interpretada por Deborah.
O "problema" chamado "Soraya Queimada"
A trilha sonora do filme é assinada por ninguém menos que Caetano Veloso, mas existe uma canção específica que dita o ritmo de uma sequência fundamental e caiu como uma luva para a personagem Soraya Wolker: "Soraya Queimada", de Zéu Britto.
Em um vídeo postado pelo perfil do Estúdio Criativo Molecular no Instagram, a história é contada e explicada.
O nome original da personagem era "Fátima", e todo filme foi gravado assim, com o elenco chamado Fátima de Fátima.
A decisão de Jorge Furtado só veio depois, na pós-produção, e como ele percebeu que a canção se encaixava perfeitamente, utilizou a técnica de Substituição Automática de Diálogos, ou ADR.
E como funciona o ADR?
Como você pode ver no vídeo abaixo, a ideia do ADR é simples: as pessoas vão até um estúdio para gravar o novo áudio em um ambiente silencioso e controlado, falando os textos novos.
Nesse caso, Lázaro Ramos e grande elenco entraram em suas cabines para falar "Soraya" e as novas gravações foram sincronizadas com a tecnologia.
Ao final das contas, ninguém percebeu e o filme ambientado em Porto Alegre e produzido pela Globo Filmes em parceria com a Casa de Cinema de Porto Alegre acabou fazendo história.
Zéu Britto - "Soraya Queimada"
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