50 Cent faz show curto em São Paulo mas com ritmo intenso
Após passar por Salvador e Goiânia, o rapper 50 Cent se apresentou nesta quinta-feira para o público paulistano na Via Funchal. Com um show de cerca de uma hora, a plateia pôde conferir um show competente, mas sem muitas novidades.
50 Cent trouxe seus companheiros de G-Unit Loyd Banks, Tony Yayo e o DJ Whoo Kid para o show, e eles fizeram toda a diferença. No palco, os três que cantaram não pararam um minuto e mantiveram o público agitado durante praticamente toda a apresentação. Para quem achou que 50 Cent e a G-Unit faziam música pop, os quatro mostraram que rap pode até ser pop, mas que independente disso são rappers - e dos bons.
Impressiona a resistência dos integrante da G-Unit no palco. Depois de 20 minutos cantando sem parar, 50 Cent faz a primeira pausa e agradece ao púbico pela presença. Sem muita conversa, voltam a cantar e fazem isso com muita competência. No telão, é possível ver o quanto eles suam, mas não dão o menor sinal de cansaço na voz ou na movimentação.
Empolgação, aliás, não foi o que faltou à plateia. Ao menor sinal de que o público poderia parar, 50 Cent e seu companheiros soltavam a palavra de ordem: "put your hands up" (coloquem as mãos para alto). A plateia obedecia e respondia a cada gesto.
A quantidade músicas apresentada foi enorme, o que atrapalhou um pouco o show. Obviamente o público queria curtir os grandes hits de 50 Cent inteiros e não versões curtas e muitas vezes com letra bem modificada para caber na apresentação. Para se ter uma ideia, estavam previstas 31 canções, o que nunca caberia decentemente em uma hora de apresentação.
Mesmo assim, sucessos como PIMP, So Seductive e Candy Shop. A última, aliás, introduziu a parte final do show. As luzes se apagaram e 50 Cent subiu em uma escada no meio do palco, onde uma luz roxa foi acesa e ele começou a cantar In Da Club, a canção mais aguardada da noite. Houve ainda o bis, com Banks fazendo o público gritar G-Unit.
Mais do que 50 Cent
Ele é sem dúvidas o grande nome do espetáculo, mas 50 Cent não daria conta de um show desses sozinho. O ritmo é totalmente ditado pelo canto e se há alguém no palco que desempenha uma função secundária é o DJ Whoo Kid. Não que seja desnecessário, mas claramente o comando é de 50 Cent, Loyd Banks e Tony Yayo, e segurar 60 minutos cantando interruptamente (isso é sem partes instrumentais da música que dão tempo do cantor tomar água) é praticamente impossível. 50 sabe disso o show é prova de que G-Unit é um grupo forte.
Outra coisa que faz diferença no show é a iluminação (que no Brasil combinou o verde e amarelo). Nos momentos mais altos, uma quantidade de luz enorme era jogada na plateia, que respondia também ao estímulo. Num palco de tamanho médio, a produção não conseguiu fazer um visual tão interessante, mas que foi compensada com esses efeitos.
No fim, 50 Cent e seu grupo apresentam um show completo que não deixou os fãs paulistanos desapontados.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @centralsonora.
