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5 novos álbuns de música brasileira - e por que você deve ouvi-los

Seu Jorge, Boca Livre, Chico César, Juliana Linhares e Alice Caymmi lançam trabalhos, entre regravações, canções inéditas e inspirações diversas

19 mai 2026 - 07h35
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Estima-se que 120 mil faixas sejam lançadas diariamente nas plataformas de streaming de música. Muita coisa, não? Algumas podem passar despercebidas caso você não siga tão de perto determinado artista ou se o algoritmo perceber que você não o ouve com certa frequência.

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Álbuns de Seu Jorge e Juliana Linhares estão entre as novidades
Álbuns de Seu Jorge e Juliana Linhares estão entre as novidades
Foto: Taba Benedicto/Estadão; Elisa Mende/Divulgação / Estadão

O importante é estar aberto para não perder, por exemplo, cinco novos e excelentes álbuns de música brasileira feitos por artistas de diferentes gerações. Conheça abaixo esses discos e as faixas imperdíveis de cada um deles.

Até Cansar o Cansaço - Juliana Linhares

A cantora potiguar tem construído uma carreira sólida, à margem do que a indústria musical possa querer determinar. Esse seu segundo álbum flagra os tempos difíceis atuais, com tom de denúncia, mas também de esperança na voz de Juliana, a partir de vivências com o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro. "O tempo é ouro, e no entanto, já passou/e eu me vejo inerte, afundada no scroll", diz a faixa-título. Mais autoexplicativa impossível.

Juliana e seu diretor musical, Marcus Preto, apropriadamente convidaram Anastácia, a rainha do forró, para participação no baião Vida-Virada. Uma homenagem merecida, que não a deixa apenas como espectadora no modernismo da música nordestina. Ney Matogrosso é convidado em Mistério do Óbvio, na qual fica bem à vontade.

Boca canta Edu Lobo - Boca Livre

O quarteto lança novo álbum, desta vez dedicado ao repertório do compositor Edu Lobo. São 11 faixas, entre as mais conhecidas, como Arrastão, parceria de Edu com Vinicius de Moraes, que ganha versão em cantiga, em contraste ao tsunami de Elis Regina, e uma abertura deliciosa com Veneta, canção da peça Cambaio, parceria com Chico Buarque. Outra imperdível é Corrida de Jangada, samba de roda tocado com prato e faca e participação de Vanessa Moreno somando-se às vozes de Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Maurício Maestro. O homenageado canta em Candeias e Arrastão.

Caymmi - Alice Caymmi

Não deve ser fácil ser neta de..., filha de..., sobrinha de... No entanto, Alice sempre tirou isso de letra e lançou álbuns descolados da sonoridade da família Caymmi, como os dois elogiados de estreia, Alice Caymmi (2012) e Rainha dos Raios (2015), de sonoridade pop. Agora, ela pega o caminho de casa, mas sem se desviar do seu próprio trajeto como artista.

As canções do avô ganham novos contornos, com influência do pop, reggae e hip hop, além da pegada latina, em alta na música mundial. O Que é Que a Baiana Tem e Modinha para Gabriela puxam para reggae e, surpreendentemente, ficam ótimas. Dora vira um interessante bolero contemporâneo - e ainda dá para dançar juntinho.

Fofo - Chico César

Em cena desde 1995, quando ganhou notoriedade com o disco Aos Vivos, Chico retorna à sonoridade voz e violão para resgatar, em maior parte do repertório, músicas que ele compôs entre os 17 e 20 anos, antes da fama. Fofa é a canção Com Licença da Palavra, em parceria platônica com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie de quem ele pegou, do livro Americanah, o mote para o verso "Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida".

Disponível, por ora, apenas no YouTube, a faixa Ligue o Foda-se, tem aviso de "imprópria" na plataforma. Descabido mesmo é não seguir os conselhos que Chico dá na letra: "quando eu liguei o foda-se (...) o nó que tava enganchado e me deixa noiado desenganchou/ e aquele medo danado que eu tinha de olhar pro lado evaporou".

The Other Side - Seu Jorge

Lançado oito anos após sua gravação, o novo álbum do cantor carioca é projeto menos para as festas "das minas do condomínio" e mais para apreciar o canto e a versatilidade de Seu Jorge. A bossa inédita Luz na Escuridão, de Cézar Mendes e Capinam, mostra como a suavidade do artista é tão bela quanto sua potência vocal, e tem inspiração no jazz. Em Crença e Vento de Maio, ambas envoltas em grande orquestração, Seu Jorge olha para o repertório do pessoal do Clube da Esquina - a segunda tem introdução mais longa e participação de Maria Rita.

O cantor ainda faz novas e excelentes versões para Girl You Move Me, de Frenchie Thompson, e Caboclo, de Arthur Verocai e Vitor Martins, ambas do ano de 1972. Com Marisa Monte, ele compôs e canta o samba Quando Eu Chego. Um disco para ficar na história do artista.

Estadão
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