"Multas milionárias": dubladora de 'Casa do Dragão' revela bastidores de série
Além da expectativa com recepção do público, Lhays Macedo conta que pressão é grande para evitar spoilers do spinoff de 'Game of Thrones'
A série 'Casa do Dragão', spinoff de 'Game Of Thrones', estreou há uma semana e já teve sua segunda temporada confirmada pela HBO Max. A dubladora de Alicent Hightower na fase jovem, Lhays Macedo, de 26 anos, não esconde a empolgação com o trabalho.
"É um projeto de grande porte, advindo de uma série que fez muito sucesso [...] Então a expectativa é que a série derivada vá para o mesmo caminho", celebra, em entrevista ao Terra.
A dubladora foi escalada pelo diretor de dublagem Último de Carvalho e tem entre as preocupações com o projeto o sigilo. O fato de 'Casa do Dragão' ser bem quista por multidões em sua franquia original aumenta a pressão para um desempenho mais que exemplar, inclusive para evitar spoilers.
"Cada detalhe é mais pensado, observado e trabalhado", conta.
Experiente no ramo da dublagem, ela revela que os estúdios costumam ter protocolos rígidos para evitar vazamentos, inclusive, a sanção financeira. Quem ousar driblar todo o sistema encara multas contratuais milionárias.
"São multas milionárias. No estúdio temos lockers, não pode entrar com celular, assinamos termos de responsabilidade. Teve até uma produção que eu podia ver apenas a boca da personagem, o resto estava tudo embaçado. Faz parte da profissão", explica a dubladora.
Futuro da personagem
Embora empolgada, Lhays Macedo só dublará Alicent durante a fase jovem da personagem. Parte do enredo já é de conhecimento público, como, por exemplo, a própria Alicent, que terá filhos com o Rei e se tornará Rainha.
Fãs já especulam que a personagem possa seguir os passos de Cersei, da franquia 'GoT', e ser agente do caos. Para Lhays, a personagem tem tudo para ter um arco empolgante.
"Acredito, sim, que ela possa seguir os passos de Cersei. Alicent é uma personagem com muita capacidade de transformação. Logo no primeiro episódio ela se coloca como espectadora de tudo, na subserviência e sem holofotes. Porém, seria interessantíssimo se depois ela mostrasse ser justamente o contrário. Quero muito essa virada de chave, que ela fique muito doidona", aposta.
*Com edição de Estela Marques.