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Mulher afirma em tribunal que comediante Russell Brand a tratou como animal

21 out 2026 - 12h01
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Resumo
O ator Russell Brand, julgado por estupro e agressões sexuais contra seis mulheres entre 1999 e 2009, teve um novo depoimento contra si apresentado em tribunal. Uma das denunciantes afirmou ter sido estuprada na casa do comediante após ele ignorar seus pedidos para parar, relatando ter sido tratada "como um animal" e humilhada por mensagens posteriores. A defesa alega que o ato foi consensual, enquanto Brand nega todas as acusações, sustentando que nunca praticou sexo sem consentimento.

Uma mulher que acusou Russell ‌Brand de estuprá-la na casa dele disse que o confrontou, afirmando que ele a havia tratado como um animal quando ele mais tarde lhe enviou uma mensagem, segundo declaração nesta quarta-feira no julgamento do ator e comediante britânico.

Brand, que já foi um dos apresentadores de maior destaque do ⁠Reino Unido e ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, está sendo julgado ‌por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de ato obsceno contra seis mulheres entre 1999 e 2009.

O ator de 51 ‌anos nega as acusações e disse à ‌polícia, após sua prisão, que nunca havia se envolvido em atividade ⁠sexual não consensual e que as denunciantes poderiam ter reimaginado os acontecimentos.

A última denunciante no caso, que alega que Brand a estuprou analmente depois que ela foi voluntariamente à casa dele para ter relações sexuais consensuais, disse que, cerca de seis meses após o suposto incidente, ela por acaso ‌viu o comediante no Festival de Edimburgo, onde estava trabalhando.

Em um depoimento ‌à polícia reproduzido no tribunal, ⁠ela disse que ⁠ele então lhe enviou uma mensagem de texto, à qual ela respondeu, questionando por ⁠que ele estava mandando mensagens para ‌ela.

"Porque você é nojenta ‌e eu quero te humilhar ainda mais", afirmou ele, segundo ela.

A mulher contou à polícia que respondeu a Brand dizendo que ele já a havia levado longe o suficiente e "a tratou como um animal". ⁠A resposta imediata dele foi "Sinto muito", disse ela.

A troca de mensagens a deixou se sentindo "realmente humilhada" e "como um pedaço de carne", afirmou ela no depoimento.

Na terça-feira, o tribunal ouviu que a mulher havia concordado em participar de um encontro sexual com Brand ‌e outra mulher no camarim do comediante após assistir a uma de suas apresentações e, cerca de uma semana depois, foi à casa ⁠dele para ter relações sexuais consensuais.

O advogado de Brand, Ian Winter, argumentou com a mulher — que se descreveu como uma grande fã de Brand — que ela havia concordado em fazer sexo anal com o comediante. Ele sugeriu que ela atendeu ao pedido dele porque era "jovem, impressionável e obcecada" por ele.

"Eu não concordei em fazer isso", ela repetiu várias vezes. "Eu não dei meu consentimento para isso". Ela afirmou que ele ignorou seus pedidos para que parasse.

Depois disso, ela afirmou que Brand parecia horrorizado e que ela achou que ele fosse se desculpar, mas, em vez disso, ele disse a ela: "você precisa limpar a bagunça" e, em seguida, ficou assistindo televisão, atendeu uma ligação e saiu do quarto.

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