Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Michael Imperioli acredita que personagens de 'Família Soprano' seriam apoiadores de Trump hoje

Ator que interpretou Christopher Moltisanti aponta ironia de imigrantes italianos apoiando políticas anti-imigração

23 fev 2026 - 10h15
Compartilhar
Exibir comentários

Em entrevista ao The Independent, Michael Imperioli, ator que deu vida a Christopher Moltisanti por oito temporadas, sugeriu que muitos personagens da série provavelmente apoiariam Donald Trump e as políticas anti-imigração da atual administração, mesmo sendo todos descendentes de imigrantes.

Foto: Jason Mendez/Getty Images / Rolling Stone Brasil

"Fato é que esses personagens são todos imigrantes, mas acho que muitos deles provavelmente seriam apoiadores de Trump, estranhamente. Então como reconciliam essas coisas? Quando italianos vieram — e pessoas esquecem disso, ou não querem ver — muitos deles eram indocumentados", declarou Imperioli. Comentário veio em discussão sobre como série criada por David Chase seria diferente se produzida hoje, e revela tanto sobre evolução política americana quanto sobre natureza atemporal de temas que Família Soprano (1999) explorava.

"Show é sobre sonho americano, especialmente através dos olhos de imigrantes", explicou ator quando perguntado sobre como mudanças ideológicas desde 2007 impactariam escrita da série se fosse feita atualmente. "Acho que esse seria um dos grandes temas se fosse feito hoje: clima atual nos EUA e o que estão fazendo com imigrantes". A família e associados representavam exatamente tipo de americanos que chegaram com nada, construíram vidas através de combinação de trabalho duro e atividade criminosa, e eventualmente alcançaram classe média alta ou riqueza . Que esses mesmos personagens hipotéticos hoje apoiariam fechamento de fronteiras que permitiu ascensão de próprios ancestrais é contradição que Imperioli reconhece como estranhamente verossímil dado clima político atual.

Família Soprano estreou em 1999 e terminou em 2007 após seis temporadas que redefiniu o que televisão poderia ser. Série seguia Tony Soprano (James Gandolfini) navegando vida doméstica ítalo-americana com papel como líder da máfia enquanto lidava com crises de saúde mental através de terapia com Dra. Melfi (Lorraine Bracco). Christopher Moltisanti, interpretado por Imperioli, era um dos protegidos de Tony — jovem ambicioso tentando ascender em hierarquia criminosa enquanto lutava contra vícios em drogas e álcool. A performance de Imperioli lhe rendeu Emmy em 2004, e personagem permanece um dos mais memoráveis da série por arco trágico que explorava como violência e crime destroem até aqueles que parecem destinados a escapar. A série foi revolucionária pela sua qualidade cinematográfica e atuações, além de tornar protagonista personagens antipáticos, como Tony, que era assassino, trapaceiro, misógino, mais ia à terapia e amava patos.

Sem Família Soprano, não haveria Walter White, Don Draper, Jax Teller ou dezenas de outros anti-heróis que dominaram televisão nas últimas duas décadas. Série também foi profundamente política mesmo quando não estava explicitamente discutindo política — explorava masculinidade tóxica, racismo casual de italianos brancos que enfrentaram própria discriminação décadas antes, hipocrisias de "valores familiares" invocados por homens que traíam esposas compulsivamente.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade