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Márcia Pitta, escritora, sobre aposentadoria e vida: 'A palavra aposentar não é sinônimo de 'envelhecer', e sim um dos sintomas de vencer'

A aposentadoria é um marco que divide opiniões: para alguns, um convite à liberdade; para outros, um receio que mexe com a identidade e a saúde mental. Saiba como essa transição impacta o cérebro

20 ago 2026 - 16h00
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Resumo
A aposentadoria desperta reações opostas: enquanto representa uma conquista e lazer para alguns, para outros traz o receio de perder a identidade e a rotina, impactando a saúde mental. A ruptura abrupta dos hábitos de trabalho gera desafios emocionais e exige a reinvenção do tempo livre, evidenciando que essa nova fase da vida mexe profundamente com o cérebro e demanda adaptação psicológica diante da perda da produtividade tradicional.
Márcia Pitta, escritora, sobre aposentadoria e vida: 'A palavra aposentar não é sinônimo de 'envelhecer', e sim um dos sintomas de vencer' - foto ilustrativa de Carlos Alberto de Nóbrega em 'A Praça é Nossa'.
Márcia Pitta, escritora, sobre aposentadoria e vida: 'A palavra aposentar não é sinônimo de 'envelhecer', e sim um dos sintomas de vencer' - foto ilustrativa de Carlos Alberto de Nóbrega em 'A Praça é Nossa'.
Foto: Divulgação/SBT / Purepeople

A chegada da aposentadoria, muito comum no grupo da terceira idade, pode ser amada por uns, mas também odiada por outros. Grande parte dessa parcela da população sente receio em perder a sua identidade, ocasionando impacto direto no cérebro e na saúde mental.

Passo por essa situação aqui em casa com minha mãe, que após anos de trabalho, sente medo de começar uma nova rotina. Enquanto alguns indivíduos torcem bastante por esse momento chegar, tirando o passaporte da bolsa e dando início à viagens de tirar o fôlego pelo mundo, outros ficam mais resistentes pela fase da vida.

Vida dos aposentados foi retratada na TV

Os costumes mudam completamente, já que os hábitos e as rotinas que seguia anteriormente no trabalho, são interrompidos de uma hora para outra. Essa situação pôde ser vista com o personagem de Lineu (Marco Nanini) na série "A Grande Família", da Globo.

Na história, o pai de Bebel (Guta Stresser) se aposenta da vigilância sanitária, após mais de 35 anos na ativa. Dessa forma, acaba se sentindo até meio perdido com o tempo livre, e para se ocupar, abre um pet shop. Já em "A Praça é Nossa", Carlos Alberto de Nóbrega conversa com diferentes pessoas em um banco ao tentar ler seu jornal.

O personagem nunca teve detalhes revelados, mas foi inspirado em um idoso que morava na Argentina e tinha esse hábito. Provavelmente, um aposentado.

Solidão na aposentadoria

Assim, a aposentadoria está bem longe do que se planejou anteriormente. Ela mexe de forma considerável com o cérebro, uma v...

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