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Jean-Jacques Rousseau: 5 frases do filósofo para refletir sobre a humanidade

Um dos principais nomes do iluminismo, francês nasceu há 314 anos, em 28 de junho de 1712; leia trechos de sua obra 'Do Contrato Social'

28 jun 2026 - 16h36
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Jean-Jacques Rousseau foi um dos principais nomes do iluminismo. Mesmo tendo nascido em 28 de junho de 1712, suas frases são referenciadas até os dias de hoje por estudiosos de áreas como filosofia, ciência política e sociologia.

Retrato do filósofo Jean-Jacques Rousseau, autor da obra 'Do Contrato Social', que traz frases marcantes em diversas áreas das ciências humanas.
Retrato do filósofo Jean-Jacques Rousseau, autor da obra 'Do Contrato Social', que traz frases marcantes em diversas áreas das ciências humanas.
Foto: Wikimedia Commons / Estadão

No dia em que se celebram os 314 anos de seu nascimento, confira uma seleção de cinco trechos da obra Do Contrato Social, disponível para download de forma grátis em plataforma de livros online do Ministério da Educação (MEC) do Brasil.

Renunciar à liberdade é renunciar à qualidade de homem

"Renunciar à própria liberdade é o mesmo que renunciar à qualidade de homem, aos direitos da Humanidade, inclusive aos seus deveres. Não há nenhuma compensação possível para quem quer que renuncie a tudo. Tal renúncia é incompatível com a natureza humana, e é arrebatar toda moralidade a suas ações, bem como subtrair toda liberdade à sua vontade."

  • Jean-Jacques Rousseau em trecho do livro Do Contrato Social.

'A família é o primeiro modelo das sociedades políticas'

"A mais antiga de todas as sociedades, e a única natural, é a da família. As crianças apenas permanecem ligadas ao pai o tempo necessário que dele necessitam para a sua conservação. Assim que cesse tal necessidade, dissolve-se o laço natural. As crianças, eximidas da obediência devida ao pai, o pai isento dos cuidados devidos aos filhos, reentram todos igualmente na independência. Se continuam a permanecer unidos, já não é naturalmente, mas voluntariamente, e a própria família apenas se mantém por convenção.

Esta liberdade comum é uma conseqüência da natureza do homem. Sua primeira lei consiste em proteger a própria conservação, seus primeiros cuidados os devidos a si mesmo, e tão logo se encontre o homem na idade da razão, sendo o único juiz dos meios apropriados à sua conservação, torna-se por sí seu próprio senhor. É a família, portanto, o primeiro modelo das sociedades políticas".

  • Jean-Jacques Rousseau em trecho do livro Do Contrato Social.

Sobre a legitimidade de um governo arbitrário

"Mesmo que cada qual pudesse alienar-se a si mesmo, não poderia alienar os filhos: estes nascem homens e livres; sua liberdade pertence-lhes; ninguém, exceto eles próprios, tem o direito de dela dispor.

Antes de atingirem a idade da razão, pode o pai estipular, em nome deles, condições para a sua conservação, para o seu bem-estar, mas não os pode dar irrevogável e incondicionalmente, porque tal dom é contrário aos fins da Natureza e sobrepuja os direitos da paternidade.

Portanto, para que um governo arbitrário fosse legítimo, seria preciso que o povo, em cada geração, fosse senhor de o admitir ou rejeitar; mas então tal governo já não seria arbitrário."

  • Jean-Jacques Rousseau em trecho do livro Do Contrato Social.

Quem faz a guerra: o homem ou o Estado?

"Não é, pois, a guerra uma relação de homem para homem, mas uma relação de Estado para Estado, na qual os particulares apenas acidentalmente são inimigos, não na qualidade de homens, nem mesmo como cidadãos, mas como soldados; não como membros da pátria, mas como seus defensores. Enfim, cada Estado não pode ter como inimigo senão outro Estado, nunca homens, entendido que entre coisas de naturezas diversas é impossível fixar uma verdadeira relação."

  • Jean-Jacques Rousseau em trecho do livro Do Contrato Social.

'Ninguém tem o direito de exigir que o outro faça aquilo que ele mesmo não faz'

"Sendo os cidadãos todos iguais em virtude do contrato social, todos podem prescrever o que todos devem fazer, ao passo que ninguém tem o direito de exigir que outro faça aquilo que ele mesmo não faz. Ora, é esse direito propriamente, indispensável para fazer viver e mover o corpo político, que o soberano outorga ao príncipe ao instituir o governo."

  • Jean-Jacques Rousseau em trecho do livro Do Contrato Social.

Onde baixar de forma grátis e legal o livro de Rousseau

O MEC disponibiliza um site com diversas obras de escritores, pensadores e filósofos, brasileiros ou internacionais, para download de forma grátis.

Trata-se do Portal Domínio Público. para acessar o link e baixar o livro Do Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau, em formato PDF.

Estadão
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