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Gilberto Gil reflete sobre a trajetória de Preta Gil em nova série do Globoplay

Cantor relembra a filha, fala sobre identidade, preconceito e legado em Meu Nome é Preta, que estreia em segunda, 20

17 jul 2026 - 13h16
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A história de Preta Gil será revisitada na série documental Meu Nome é Preta, produção original do Globoplay que estreia na segunda, 20. Na obra, Gilberto Gil relembra momentos marcantes da vida da filha e reflete sobre como ela construiu uma identidade artística própria.

Gilberto Gil
Gilberto Gil
Foto: Suzanna Tierie / Rolling Stone Brasil

Ao longo de quatro episódios, o músico conta que, no início da carreira da cantora, evitou interferir diretamente em seu caminho artístico. Segundo ele, quando Preta Gil pediu que compusesse uma música para o primeiro trabalho, preferiu recusar para que ela encontrasse a própria linguagem e consolidasse sua personalidade musical antes de recorrer ao peso simbólico do sobrenome que carregava.

Os depoimentos também abordam os desafios enfrentados por Preta Gil diante do racismo e de preconceitos que marcaram sua trajetória pública. Em um dos trechos, Gilberto Gil observa: "Por mais que a gente queira sublimar, por mais que a gente queira exorcizar, por mais que a gente queira não ligar, tem tristeza também, tem penar, tem um certo pesar. O preconceito racial pesa".

Em outro momento, Gilberto Gil resume o legado deixado pela filha: "Tudo que ela foi, ela foi. Ela foi ela. A gente seguiu, acompanhou, amou, apreciou, admirou, aplaudiu, se emocionou com tudo aquilo. Fica a saudade no sentido mais melancólico da palavra, mas fica também essa alegria que era quase ideológica dela. Ela era uma ideóloga da alegria".

A estreia de Meu Nome é Preta integra o projeto Quanto Mais Preta Melhor, iniciativa da Globo dedicada à memória da cantora. Além da série, o público poderá assistir, também em segunda, 20, ao documentário Preta - Eu Não Ando Só, exibido pela TV Globo. Dirigida por Mini Kerti e produzida pela Conspiração, a série terá quatro episódios lançados semanalmente, com o capítulo final disponibilizado no sábado, 8, data em que Preta Gil celebraria seu aniversário. Já o documentário, dirigido por Sandra Kogut, nasceu de um desejo da própria artista e reúne registros gravados durante seu tratamento contra o câncer, além de imagens feitas por familiares e pessoas próximas.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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