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Virginia Fonseca é acusada de ter filho favorito e terapeuta alerta: 'Ciúme excessivo'

Virginia revela dificuldade em corrigir Maria Flor e relembra trauma de infância; terapeuta explica a ferida emocional do "filho preterido"

16 mai 2026 - 14h09
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A influenciadora Virginia Fonseca abriu o coração durante uma live no Instagram e levantou um debate que ressoa em muitas famílias: será que mães têm um filho favorito? A apresentadora admitiu que trata as filhas de formas diferentes na hora de corrigir.

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Foto: Mais Novela

"Com a Maria Alice, eu consigo chamar a atenção, eu consigo corrigir. Com a Flor, eu já tenho uma trava e eu não sei o porquê", confessou. Ela foi rápida em esclarecer que a diferença não reflete amor desigual: "Mas aí você falar que eu amo mais a Maria Flor do que a Maria Alice? Não!"

O desabafo trouxe ainda uma memória afetiva marcante da própria infância de Virginia. "Eu sempre achei que minha mãe gostava mais do meu irmão. Mas não é. Depois que eu virei mãe, eu entendi. Não é isso. É que ela queria dar mais atenção para ele mesmo. E está tudo bem", concluiu.

Para a terapeuta Glaucia Santana, do Espaço Hi, em São Paulo, o relato de Virginia ilustra algo muito comum na prática clínica. "Pode acontecer de uma mãe se sentir mais próxima de um filho em determinadas fases, por temperamento, momento de vida, necessidade específica da criança ou dinâmica do dia a dia. Isso não significa, necessariamente, amar menos os outros. O que costuma aparecer é diferença de manejo: um filho é mais fácil de corrigir, outro ativa mais sensibilidade, culpa ou 'travas' emocionais", explica.

O ponto central, segundo ela, está na forma como a criança interpreta essa diferença: "Criança não mede amor por intenção, mede por experiência. Se ela percebe mais atenção, paciência ou colo para o irmão, ela pode traduzir isso como 'eu não sou tão amada', mesmo quando não é verdade", alerta.

Sobre como curar a ferida de quem cresceu acreditando ser o filho menos amado, a terapeuta aponta três camadas essenciais. A primeira é nomear a ferida com precisão: "Muitas vezes não é 'minha mãe não me ama'. É: 'eu me senti menos vista', 'eu me senti substituída', 'eu senti que precisava competir por amor'", diz. A segunda camada envolve separar fato de interpretação infantil: "A criança conclui com a lógica que tem. Um irmão que recebe mais atenção pode significar apenas que ele demandava mais naquele período, algo que a própria Virginia relata ter entendido depois que virou mãe. Na vida adulta, revisitar isso com maturidade diminui a dor porque devolve contexto", explica.

A terceira é o reparo emocional: "É fortalecer internamente a parte que se sentiu 'a menos': validação, pertencimento e construção de segurança afetiva hoje, em vínculos atuais e, se possível, em uma conversa madura com a mãe, sem acusação, com pedido claro: 'eu precisava de…'", orienta.

Por fim, Glaucia indica quando o acompanhamento profissional se torna necessário: "Quando essa ferida ainda gera ciúme excessivo, sensação crônica de rejeição, necessidade de provar valor, medo de abandono ou relacionamentos em que a pessoa vive pedindo confirmação de amor. Nesses casos, a terapia ajuda a reorganizar a memória emocional e reduzir o padrão de 'competir por afeto'", conclui.

E resume com uma frase direta: "Nem sempre existe 'filho favorito'. Mas quando a criança se sente menos vista, o cérebro dela registra isso como falta de amor, e essa sensação pode virar uma ferida que só cura com nome, contexto e reparo emocional.

Mais Novela
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