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TRAGÉDIA! Jornalista morre aos 38 anos após cair do sétimo andar; veja

Jornalista morre aos 38 anos na Rússia após perseguição; veja

9 jan 2026 - 16h57
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Um jornalista russo morreu após cair do sétimo andar de um prédio em Meudon, na região metropolitana de Paris, na França. Evgeny Safronov, de 38 anos, vivia no exílio desde que deixou a Rússia, após se tornar alvo da repressão do governo de Vladimir Putin contra veículos e profissionais independentes. O corpo foi encontrado na manhã de quinta-feira (8/1), e o caso está sendo investigado pelas autoridades francesas.

Foto: Mais Novela

Horas antes da morte, Safronov publicou uma mensagem considerada inquietante, na qual afirmava que suas contas digitais haviam sido invadidas e que estava sendo monitorado. Segundo pessoas próximas, ele também relatou ter recebido ameaças de morte. A queda de grande altura levantou suspeitas e comparações com outros episódios envolvendo opositores e críticos do Kremlin que morreram em circunstâncias semelhantes nos últimos anos.

Em nota, a polícia francesa informou que o jornalista caiu da janela do apartamento que alugava e que uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da morte, incluindo a avaliação de seu estado psicológico nos dias que antecederam o episódio. O caso, por enquanto, não tem conclusão oficial.

Na mensagem deixada por Safronov, escrita em russo e direcionada à família, ele afirmou: "Todas as minhas contas foram hackeadas. Minha conta do Telegram foi roubada. Todos os meus celulares e aplicativos foram clonados. Minhas mensagens de texto e conversas telefônicas foram interceptadas. Meu telefone foi infectado por hackers. Nunca trabalhei para os interesses da Rússia e nunca fui recrutado por ninguém."

De acordo com o tabloide britânico The Sun, o jornalista demonstrava nervosismo intenso após acreditar que havia sofrido um ataque cibernético pouco antes da queda. Um amigo que falou com Safronov três dias antes da morte disse que ele apresentava sinais claros de abalo emocional. "Ele não estava bem. Parecia estar vivendo um surto paranoico completo", relatou. Outro jornalista russo radicado em Paris afirmou que Safronov mencionava constantemente medo de vigilância e intimidação.

Segundo o jornal francês Le Figaro, investigadores encontraram uma cadeira próxima à janela do apartamento e medicamentos descartados em uma lixeira, elementos que agora fazem parte da apuração.

Safronov deixou a Rússia em 2021, após o veículo Open Media, onde trabalhava, ser classificado pelo Kremlin como "agente estrangeiro" — rótulo amplamente criticado por organizações internacionais por ser usado para sufocar o jornalismo independente. Ao longo da carreira, ele denunciou a perseguição a profissionais da imprensa, respondeu a processos relacionados a protestos em apoio ao opositor Alexei Navalny — envenenado, preso e morto no ano passado — e criticou o avanço das restrições à liberdade de expressão sob o atual regime russo.

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