Tentando engravidar aos 39 anos, Isis Valverde enfrenta diagnóstico delicado: 'Frustração'
Caso de Isis Valverde é avaliado por especialista após desabafo recente da atriz; entenda a condição de saúde da esposa de Marcus Buaiz
Aos 39 anos, a atriz Isis Valverde enfrenta dificuldades para engravidar do marido, Marcus Buaiz. Exames indicaram que a doença celíaca afetou seus hormônios e gerou baixa reserva ovariana. Após tratamentos que normalizaram seu ciclo menstrual, ela segue tentando conceber naturalmente. Especialistas explicam que a redução de óvulos não impede a gravidez, mas reforçam a importância de acompanhamento médico e planejamento reprodutivo ágil para mulheres que estão próximas dos 40 anos.
A busca de Isis Valverde por uma nova gestação tem sido marcada por uma rotina intensa de exames e desdobramentos na saúde. Casada com Marcus Buaiz, a atriz decidiu aumentar a família atendendo a um pedido direto de Rael, seu filho primogênito.
Dessa forma, o pequeno sentiu a necessidade de ter uma companhia em casa após observar o convívio com os filhos de seu padrasto, frutos da relação anterior do empresário com a cantora Wanessa Camargo, os jovens João Francisco e João Marcus.
"Mamãe, é o seguinte: me sinto muito sozinho nessa casa. Todos os meus amigos têm irmãos e eu não", recordou Isis Valverde sobre o desabafo do herdeiro, em entrevista ao portal Ela, do jornal O Globo.
Diagnósticos de Isis Valverde e oscilações hormonais
No entanto, o processo de engravidar não ocorreu na velocidade esperada e gerou momentos de ansiedade. Diante das tentativas sem sucesso, a famosa chegou a desconfiar de uma menopausa precoce, hipótese que acabou descartada por especialistas.
Em seguida, os médicos constataram que a doença celíaca desregulou o organismo de Isis, provocando alterações nos hormônios e revelando uma taxa de reserva ovariana inferior aos parâmetros habituais. "Fazia exames numa alegria. Aí vinha a frustração. Minha e do meu marido", revelou.
Sendo assim, o quadro identificado acendeu um alerta inclusive sobre a viabilidade de uma fertilização in vitro. Contudo, em meio ao acompanhamento profissional, Isis Valverde passou por intervenções que reestabeleceram o seu ciclo menstrual, permitindo que ela siga tentando a concepção de forma natural.
"Na vida a gente tem muitos desejos e muitos sonhos. Mas, às vezes, não é o momento. É preciso aguardar e entender que cada coisa tem seu tempo", declarou a artista.
Especialista avalia reserva ovariana baixa e gravidez aos 40
Diante do cenário vivido pela artista, o diagnóstico de contagem reduzida de óvulos gera muitas dúvidas sobre as chances reais de maternidade. Além disso, a médica Dra. Larissa Abib Daun, ginecologista e especialista em reprodução humana, detalha que o achado não deve ser encarado de forma isolada.
"Quando uma mulher recebe o diagnóstico de reserva ovariana baixa, é muito importante entender que esse resultado, sozinho, não significa que ela não possa engravidar. A reserva ovariana nos ajuda principalmente a estimar a quantidade de óvulos disponíveis e a possível resposta dos ovários a uma estimulação, mas fertilidade é um conceito muito mais amplo", pontuou a profissional.
Portanto, ela enfatiza que diversos fatores precisam entrar no cálculo no momento da avaliação clínica. "Precisamos considerar a idade da mulher, a qualidade dos óvulos, a regularidade da ovulação, as condições do útero e das trompas e também os fatores relacionados ao parceiro. A idade tem um peso especialmente importante porque, ao longo dos anos, não ocorre apenas uma redução no número de óvulos, mas também uma diminuição progressiva da qualidade deles", acrescentou a Dra.
Estratégias de tratamento e congelamento de óvulos
Por essa razão, o acompanhamento sem demoras faz toda a diferença para quem deseja gerar um filho após os 35 ou 40 anos. "Por isso, uma mulher próxima dos 40 anos que deseja engravidar ou que já está enfrentando dificuldades nas tentativas deve procurar uma avaliação individualizada sem postergar essa investigação. Dependendo dos resultados e dos planos daquela paciente, podemos discutir desde a continuidade das tentativas naturais até estratégias de reprodução assistida", orientou a ginecologista.
Por outro lado, em relação às opções preventivas, a profissional destaca o congelamento como uma ferramenta de planejamento, embora faça uma ressalva importante. "Para mulheres que ainda não desejam engravidar, a preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos também pode ser considerada, lembrando sempre que o procedimento amplia possibilidades, mas não representa uma garantia de gravidez no futuro", destacou.
Em meio a isso, a especialista reforça que a informação correta é o melhor caminho para encarar os desafios da maternidade tardia. "O mais importante é que a mulher conheça sua saúde reprodutiva e tenha informações reais sobre suas possibilidades, porque reserva ovariana baixa não deve ser encarada como uma sentença, e sim como um dado importante para orientar o planejamento reprodutivo", concluiu.
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