Renato Albani é diagnosticado com paralisia de Bell
O comediante Renato Albani foi diagnosticado com paralisia de Bell após acordar com dormência no lado direito do rosto e já iniciou o tratamento com corticoides. A condição decorre da inflamação do sétimo nervo craniano, gerando fraqueza ou paralisia muscular súbita em uma metade da face, o que afeta expressões e a fala. Embora muitas vezes não tenha causa definida, a principal hipótese clínica para a compressão do nervo é a reativação de infecções virais, como as do vírus do herpes.
O humorista e comediante Renato Albani utilizou suas redes sociais para relatar que foi diagnosticado com paralisia de Bell após acordar com a metade direita de seu rosto dormente.
Segundo Albani, a sensação inicial parecia o efeito de uma anestesia aplicada por dentista. O artista mencionou que procurou atendimento médico para realizar exames e que, embora enfrente limitações ao assobiar e ao pronunciar determinados sons (como a letra "P"), está se cuidando e seguindo o tratamento com corticoides.
A paralisia de Bell, também denominada paralisia do nervo facial, é uma disfunção periférica no sétimo nervo craniano, estrutura responsável por controlar a musculatura responsável pelas expressões faciais, além de atuar no estímulo à salivação, às glândulas lacrimais, na sensibilidade gustativa dos dois terços anteriores da língua e no controle de um músculo do ouvido médio.
A condição causa fraqueza repentina ou paralisia completa em um dos lados da face. A inflamação ou o inchaço do nervo faz com que ele seja comprimido ao passar pelas passagens ósseas estreitas no cérebro, interrompendo a transmissão adequada dos comandos cerebrais para a musculatura facial.
A origem exata nem sempre pode ser identificada. Originalmente tratada como idiopática (sem causa definida), cerca de metade dos casos permanece nessa categoria.
Porém, a principal hipótese é de que a reação inflamatória seja desencadeada por uma infecção viral, destacando-se o vírus do herpes simples tipo 1 e o vírus do cobreiro (herpes zóster). Outros patógenos, como os vírus da gripe, caxumba, rubéola, mononucleose, citomegalovírus, coxsackievirus e os causadores da COVID-19 (assim como algumas vacinas relacionadas), também são apontados como possíveis causadores.
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