Quem era o guia de Juliana Marins? Montanhista nega ter negligenciado brasileira: 'Não abandonei'
Guia de Juliana Marins se pronunciou após a família acusá-lo de colocar a brasileira em um ambiente "extremamente severo"; saiba mais detalhes
A jovem Juliana Marins foi encontrada morta nesta terça-feira, 24, após quatro dias de tentativa de resgate. A brasileira caiu em um vulcão enquanto fazia uma trilha rumo ao cume do Monte Rinjani ao lado de outros turistas e um guia. O socorro demorou devido às péssimas condições climáticas do local, que envolveu neblina, chuva e dificuldade de acesso.
Antes da morte da publicitária vir à tona, a família Marins disse que Juliana foi colocada em um ambiente "extremamente severo", com obstáculos naturais e dificuldades climáticas. A acusação fez com que o guia da brasileira se pronunciasse sobre o assunto e prestasse depoimento na polícia.
Quem era o guia de Juliana?
Trata-se do montanhista Ali Musthofa, que acompanhou a fluminense e mais outros turistas na trilha rumo ao cume. O rapaz trabalha na região desde novembro de 2023 e costuma subir a montanha duas vezes por semana. Ou seja, Musthofa já teria feito esse caminho aproximadamente 62 vezes.
Em depoimento à polícia, ele disse que aconselhou Juliana a descansar por alguns minutos ao notar que a jovem não aguentava mais seguir a trilha. O combinado era que a publicitária sentaria um pouco e alcançaria o restante do grupo mais a frente. Ele afirma que dez ou quinze minutos se passaram até que ele se preocupou com a jovem e voltou para procurá-la.
"Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la", disse ele ao jornal O Globo.
Em meio aos gritos de socorro, Musthofa acionou o resgate: "Liguei para a organização onde trabalho, pois não era possível ajudar a uma profundidade de cerca de 150 metros sem equipamentos de segurança. Eles deram informações sobre a queda de Juliana para a equipe de resgate e, após a equipe ter conhecimento das informações, correu para ajudar e preparar o equipamento necessário para o resgate".
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